Economia

Nacional – Palocci pode voltar

Caso seja inocentado pelo STF, o ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, pode voltar ao governo do presidente Lula. Ele pode substituir José Múcio Monteiro (Relações Institucionais), que deve ir para o Tribunal de Contas da União.

A sinalização do Supremo Tribunal Federal (STF) favorável ao ex-ministro da Fazenda e deputado Antonio Palocci reforçou um antigo desejo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: fazer seu ex-colaborador retomar o papel de destaque na política nacional. A meta é patrocinar a volta a um cargo de visibilidade no governo para lhe dar prestígio em futuras disputas eleitorais.

A expectativa em torno do julgamento de Palocci faz Lula pensar onde poderá acomodá-lo e o PT a imaginar qual cargo ele poderá disputar em São Paulo. Há cenários mais imediatos e outros de médio prazo. uma das idéias é colocar o ex-ministro no lugar de José Múcio Monteiro, na Secretaria de Relações Institucionais. O cargo deverá ficar vago com a indicação de Múcio ao Tribunal de Contas da União (TCU), no lugar do ministro Marcos Vilaça, que se aposenta este mês.

O outro cenário é levar Antonio Palocci para a Casa Civil quando a ministra Dilma Rousseff sair para se dedicar à campanha presidencial. Ele teria o papel de tocar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em ano eleitoral e ajudar a candidata petista. Lula gostaria que ele tivesse papel chave na montagem do próximo governo caso saia vitorioso em 2010.

A opção da Secretaria de Relações Institucionais agradaria petistas que há tempos desejam tomar controle da articulação política do governo e não inviabilizaria o projeto de lançá-lo candidato ao governo paulista na eleição. No papel de chefe da Casa Civil, Palocci adiaria o projeto eleitoral imediato, se dedicaria ao próximo governo e poderia disputar a prefeitura de São Paulo, em 2012.

O rumor sobre a volta ao governo é recorrente. Mesmo quando Palocci estava em alta, ocupando o Ministério da Fazenda, já se especulava, durante as reformas ministeriais, sobre um ida à Casa Civil. Com a saída de José Dirceu da pasta, em 2005, envolvido no escândalo do mensalão, Palocci era o homem mais próximo do presidente Lula. A opção por Dilma serviu à necessidade de colocar uma técnica para tocara área gerencial do governo.

No ano seguinte, foi Palocci quem deixou o governo envolvido no próprio drama pessoal, acusado de quebrar o sigilo funcional do caseiro Francenildo dos Santos Costa. Disputou a eleição, ganhou e voltou à planície. Conseguiu o primeiro posto de destaque na Câmara como relator da emenda constitucional que prorrogava a CPMF no final de 2007. Galgou aos poucos melhores posições, mas sempre com o fantasma das acusações de ter usado a máquina estatal contra um caseiro. Na bancada, Palocci tem atuação discreta, mas é visto pelos colegas como referência para assuntos econômicos. Para os petistas, a atuação discreta não diminui sua importância.

Do Diário de Pernambuco

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