Rapidinhas

Rapidinhas – A volta do Conselheiro

Nas rapidinhas de hoje, destaque para a possível volta do Conselheiro Otto Alencar á cena política, a saída de Marcelo Nilo do ninho tucano e muito mais.

 

O provável destino do ex-governador e atual Conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Otto Alencar, deverá ser o PTB, partido que na Bahia é comandado pelos ex-deputados Benito Gama e Jonival Lucas. Segundo uma fonte que não quis se identificar, a única exigência feita pelo presidente nacional do partido, ex-deputado federal Roberto Jefferson, é que o comando da legenda continue como está.

 

De olho em 2010

A proposta de filiação do atual conselheiro do TCM a um partido faz parte da operação orquestrada nos bastidores para a sua volta à cena política em 2010, quando já estará aposentado do Tribunal. Ao mesmo tempo, Otto vem sendo apontado como uma alternativa para disputar uma das duas vagas ao Senado nas eleições de 2010 na chapa encabeçada pelo atual governador Jaques Wagner (PT), que vai disputar a reeleição.

 

Movimentação

Bem articulado, Otto Alencar vem sendo incentivado por amigos e vários deputados a retornar à atividade política. Sem poder se manifestar publicamente por conta das atividades que exerce no TCM, o conselheiro age discretamente. Embora não assuma os seus planos, ele tem dado alguns passos que indicam que tem gostado da idéia. Recentemente, ele almoçou num restaurante de Salvador com um grupo de parlamentes amigos, e o principal prato da conversa foi a sucessão estadual de 2010.

 

Janela política facilitaria

Brota nos bastidores uma operação para que vários parlamentes se filiem ao mesmo partido junto com Otto Alencar, que tem como objetivo dar uma demonstração de força e robustez à sua provável candidatura ao Senado. São cerca de sete a dez deputados estaduais e provavelmente três federais. A operação seria desencadeada após a abertura da janela, que poderia vir com a minirreforma política. No interior, a proposta é vista com simpatia por muitos prefeitos, que torcem pela volta de Otto à cena política.

 

Vaga de Geddel

O nome de Otto Alencar para compor na chapa governista cresce à medida que se distancia o sonho do PT segurar o PMDB na aliança que elegeu Jaques Wagner nas eleições de 2006. E é justamente aí que aumenta a pressão sobre o conselheiro do TCM, que teria a função de levar a chapa para o centro e abrir caminhos no interior. Como ex-governador e ex-integrante do PL (hoje PR), ele retomaria o contato com antigos correligionários, compensando uma possível perda do ministro Geddel Vieira Lima.    

Marcelo Nilo sai do PSDB

Concomitante ao reencontro de tucanos e democratas baianos, o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, deverá selar a sua desfiliação do PSDB nesta segunda-feira. Amigo de Otto Alencar, Nilo é um dos parlamentares que estão procurando uma nova legenda para se filiar. Da mesma forma que a maioria dos outros parlamentares, a inquietação do ainda tucano tem a ver com as eleições de 2010. Grato pelo apoio recebido do governador Jaques Wagner na sua reeleição para o comando da AL, Nilo condicionou a sua permanência no PSDB à formalização aliança com os democratas, até porque já se comprometeu no projeto de reeleição de Wagner.

Aliança para 2010

O caso do presidente da AL diz respeito à dubiedade que os tucanos vinham tendo nas últimas eleições, quando no plano regional apoiavam o PT, e no plano nacional se mantinham na oposição. Agora, numa ação conjunta das cúpulas nacionais do PSDB e DEM, foi colocada a inviabilidade dessa estratégia. Assim, com a concordância do deputado federal Jutahy Jr., a principal liderança dos tucanos na Bahia, foi decretada a reaproximação entre as duas legendas e selada a aliança para 2010.

 

Opções para Nilo

Atento a esses movimentos, Marcelo Nilo já está providenciando a sua desfiliação do PSDB, devendo anunciar o seu novo destino político até setembro. No leque de opções para a sua filiação, Nilo poderá escolher entre o PDT, PTB e o PSB, ou até mesmo o PT. A hipótese de filiação ao PT é remota, já que outros parlamentares que têm problemas em suas legendas já prometeram seguir o mesmo destino do presidente da Assembléia e, neste caso, o PT não seria o caminho ideal para a maioria deles.

Grupo iria junto

Os deputados estaduais que aguardam a janela eleitoral para se filiar a uma nova legenda juntamente com Marcelo Nilo são João Bonfim (sem partido), Emério Resedá (PSDB), Adolfo Menezes (PRP), Paulo Câmara (PTB), Maria Luiz Láudano (PTdoB), Reinaldo Braga e Nelson Leal (PSL), além de Pedro Alcântara, Ângelo Coronel e Gilberto Brito (PR). Ao grupo se somariam ainda os deputados federais Mauricio Trindade, José Carlos Araújo e Tonha Magalhães (PR), e dezenas de prefeitos.     

Zé Ronaldo no Senado?

O ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (Democratas), está visitando vários municípios do interior com o ex-governador Paulo Souto. Nos bastidores políticos a especulação é que Ronaldo poderá ser candidato ao Senado em 2010. Apontado com o vice ideal para qualquer chapa majoritária na próxima eleição, Ronaldo poderá jogar em outra posição em razão dos acordos que estão sendo gestados entre tucanos e democratas na Bahia.

PSDB indicaria o vice

O presidente estadual do PSDB, Antônio Imbassahy, não descartou a possibilidade de o seu partido indicar o vice na chapa que deverá ser encabeçada por Paulo Souto. Dessa forma, o ex-prefeito de Feira de Santana seria deslocado para o Senado. Mas tudo segue no campo das especulações. Enquanto isso, Ronaldo continua “conversando muito”, como ele próprio tem dito, buscando articular o palanque das oposições para 2010. Mas uma coisa é certa: caso dispute uma vaga na Câmara Federal, com certeza ele ficará entre os cinco candidatos mais votados.

 

João Henrique será candidato em 2010

Nos bastidores políticos de Salvador o comentário é que o prefeito João Henrique (PMDB) deixará a prefeitura no início de 2010. As especulações dão conta de que ele irá disputar um cargo nas próximas eleições. O peemedebista está encontrando bastante dificuldade na prefeitura, sobretudo com a queda do FPM e o endividamento do município. Por conta disso, ele estaria decidido deixar o cargo de “cabeça erguida”.

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