Educação

Professores fizeram paralização em Coité

Cerca de 120 professores da rede municipal de Conceição do Coité realizaram uma paralisação de advertência nesta segunda-feira (15) para reivindicar revisão do plano de carreira.

Os educadores fizeram uma caminhada pelas principais ruas do centro da cidade, acompanhados de um carro de som, portando apitos e faixas. O objetivo foi chamar a atenção do poder público municipal sobre a defasagem do subsidio.

A categoria cobra do prefeito municipal o reajuste em torno de 12%, pois, segundo o Sindicato, é impossível sobreviver com o piso salarial de R$ 465, valor considerado entre os mais defasados da região sisaleira. A coordenação lamentou a ausência da maioria dos ‘sofredores’, que não compareceram na caminhada certamente por medo de retaliações por parte do governo municipal. “Tanto é verdade que, dos mais de 550 que compõem a rede municipal, apenas 120 destemidos foram às ruas”, declarou o professor Ezaú.

Os manifestantes fizeram uma parada no largo do mercado municipal e mesmo debaixo de uma leve garoa permaneceram sob os olhares das pessoas que estavam no comercio. O protesto teve encerramento por volta das 11h em frente à Prefeitura Municipal, quando os participantes deram as mãos em forma de circulo e cada interessado em externar sua insatisfação fez uso do microfone.

A maior indignação de todos é que eles têm conhecimento que nas vizinhas cidades de Retirolândia e Barrocas o professor de nível 1, com 20 horas, recebe mais que os de Coité, que têm nível superior. O prefeito municipal está numa situação delicada para resolver este problema, pois, segundo foi divulgado durante a manifestação, ele já ultrapassou o limite prudencial concedido de 54%, mas o município já ultrapassou, com 55%. Essa situação inviabiliza o município a conceder os reajustes.

O limite prudencial é um teto máximo recomendado para os gastos do poder público, expressos na própria Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Em Coité vem sendo ultrapassado, fato que impede o município de criar novos cargos ou de conceder aumento aos servidores.

A classe, ao finalizar a manifestação, deixou certo que irá aguardar uma posição favorável do prefeito Renato Souza até o dia 8 de Julho, quando a rede municipal estará retornando do recesso. Caso o prefeito não resolva o impasse, os professores  deverão entrar em greve por tempo indeterminado.

Marcos Cícero

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