Política

Selada a aliança PSDB-DEM para 2010

Uma aliança histórica selada hoje vai colocar no mesmo palanque em 2010 tucanos e democratas baianos. Integrantes das duas legendas compareceram em peso.

O almoço realizado hoje à tarde num restaurante da cidade para selar a aliança entre PSDB e DEM foi prestigiado em peso pelas cúpulas dos dois partidos e por representantes do PR, PPS e PTN. Pelo lado dos democratas, além do ex-governador Paulo Souto, compareceram também toda a bancada de deputados federais e estaduais, o ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho, vereadores e lideranças. Já os tucanos foram representados pelo presidente regional, Antônio Imbassahy, os deputados federais Jutahy Júnior e João Almeida, além de lideranças como o ex-prefeito de São Sebastião do Passé, Zezito de Pena e o vereador Jorge Jambeiro.

O ex-governador Paulo Souto, que foi lançado ao governo na semana passada pelo governador José Serra, em São Paulo, disse que a aliança representa um desejo antigo das cúpulas dos dois partidos. Ele disse ainda que, se houver uma sinalização do PMDB, existe a possibilidade de conversar, assim como admitiu conversar com outros partidos para ampliar a aliança. Ele fez questão de identificar a aliança que pretende liderar para disputar o governo do estado em 2010. “Será uma chapa consolidada, de oposição. Uma frente de oposição ao governo do estado, representando uma parcela grande da população que não está satisfeita com o governo”, avaliou.

Souto também se mostrou muito contente com a aliança sacramentada ontem entre tucanos e democratas e fez questão de destacar a situação nacional para a sua consolidação. “Estou muito satisfeito com isso. Esses dois partidos têm um projeto comum a nível nacional e agora um projeto comum também na Bahia”, observou.   

Como era esperado, os outros representantes dos dois partidos também avaliaram o almoço como positivo, principalmente porque selou uma aliança que antes era considerada difícil de acontecer. E aquilo que já estava sacramentado a partir de um projeto nacional, virou realidade também no plano regional, com as benções dos deputados federais Jutahy Júnior e ACM Neto, os dois principais antagonistas direta e indiretamente pela não formalização da aliança em outras eleições.

Projeto nacional em sintonia com o estadual

O deputado Jutahy Jr. também se mostrou otimista com a aliança e atribuiu ao projeto nacional o sucesso das negociações. “Eu acho que, hoje, nós consolidamos a aliança PSDB e DEM na Bahia e no Brasil. Esta é a primeira vez, na Bahia. Vamos construir um palanque forte aqui para o nosso candidato, que deve ser o governador José Serra”, explicou Jutahy.

O tucano falou ainda sobre como deve funcionar a aliança e a sua importância pra o projeto nacional dos tucanos. “Era fundamental nós termos um palanque forte no estado para que o nosso candidato possa fazer campanha em todos os municipios da Bahia”, avaliou Jutahy, sepultando totalmente a estratégia das eleições anteriores que prejudicaram fundamentalmente os candidatos presidenciais dos tucanos na Bahia.

O deputado federal ACM Neto avaliou a aliança entre o PSDB e DEM como positiva, que deverão formar a base de apoio à candidatura oposicionista. “No momento certo, nós vamos atrair outros partidos”, disse. Neto também avaliou que a aliança celebrada ontem fortalece tanto o projeto nacional quanto o estadual. “Ela é muito importante, seja pela simbologia de se manter a aliança a nível nacional entre os dois partidos, seja pela agregação de forças políticas que vamos fazer na Bahia”, declarou.

O parlamentar democrata também considerou como positivo o almoço de ontem por se tratar de inicio das conversações no campo oposicionista. “É uma base de largada muito importante porque nenhum outro agrupamento político tem uma consistência de largada tão forte”, avaliou. “É uma coisa natural entre dois partidos que têm uma história próxima a nível nacional. Hoje, estamos fazendo um projeto duplo, com alicerces a nível nacional e estadual”, avaliou o deputado José Carlos Aleluia.

O presidente regional dos tucanos, Antônio Imbassahy, também se mostrou otimista com a aliança selada ontem e já traça projetos para o futuro. “Eu vejo que a aliança fortalece muito a candidatura presidencial do PSDB. A unidade é fundamental para a discussão de um novo projeto para a Bahia”, avaliou. Imbassahy revelou que agora os dois partidos vão elaborar uma agenda de visitas aos municipios e promover encontros através da Fundação Teotônio Vilela. “Vamos analisar os municipios não só pela sua importância politica e econômica, como pelas suas necessidades. O importante é que o nosso projeto esteja sincronizado com o nacional”, avaliou.   

        

PR e PPS também compareceram

O PR do senador César Borges também tende a integrar a aliança que deverá se formar em torno da provável candidatura do ex-governador Paulo Souto ao governo do Estado. Contudo, Borges prefere agir com cautela, colocando-se apenas como um convidado do evento realizado ontem para selar a aliança entre tucanos e democratas. “É normal estarmos presentes nestas discussões sobre candidaturas a nível estadual. Mas isso não significa aliança”, declarou. O republicano disse que ainda é cedo para definir se vai ingressar na frente que está sendo construída pela oposição. “Estamos conversando. O PR é hoje um partido com muitas tendências, mas o fato de a chapa majoritária ainda estar em aberto, facilita que as conversas se intensifiquem”, disse.

Representando o PPS, o presidente estadual George Gurgel admitiu que o seu partido pode participar da aliança, mas disse que ainda é muito cedo para definições. Ele também recorreu à questão nacional para explicar a posição estadual do seu partido, que na eleição passada integrou a aliança que elegeu Jaques Wagner. “O projeto nacional será prioridade, mas estamos discutindo. Inclusive, na semana passada, nós realizamos o congresso nacional do partido, que cogita a possibilidade de lançar candidato próprio ao governo”, revelou. “Mas vamos aproveitar o próximo semestre para dar mais conteúdo às discussões. Fechar qualquer coisa agora é prematuro, mas a tendência é marcharmos com o projeto nacional”, completou Gurgel.

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