Educação

César lê manifesto de alunos da Uneb

O senador César Borges (PR) leu neste terça-feira (16), no Senado, trecho de manifesto dos estudantes da Uneb denunciando a crise por que passa a educação superior baiana.

O senador explicou que atendeu pedido dos estudantes que protestaram contra o governador Jaques Wagner, em Barreiras, na semana passada, quando ocorreu a consulta pública que debateu a ferrovia Oeste-Leste.  Ele pediu “compreensão” do governo baiano para o problema.

César Borges pediu que o governo estadual ouvisse o pedido dos estudantes, entre eles a contratação de professores, “para que as universidades estaduais voltem ao normal”. De acordo com o senador, foi o segundo protesto de estudantes das universidades estaduais que presenciou, em poucos dias. “Houve um protesto maciço de estudantes em Barreiras, assim como houve também em Cachoeira, quando o presidente Lula visitou o município”, afirmou César Borges.

O senador disse que os estudantes “cobravam uma posição do governador do estado, que estava presente”. César Borges disse ainda que o governador recusou o chamado para conversar com os estudantes, “talvez por falta de tempo”, e que, por isto, os estudantes o procuraram para pedir a leitura do manifesto. No texto, os estudantes criticaram a abertura recente de cursos sem qualquer infra-estrutura, e pediram a realização de concurso para professores e funcionários.

“Temos quatro universidades baianas, criadas em governos anteriores, e em todas elas a situação atual é a mesma: a falta de recursos para contratar professores, que por sua vez estão sem a remuneração devida, e instalações físicas em estado precário”, afirmou César Borges. Segundo ele, estudantes se queixaram ainda que iriam atrasar a graduação em até dois anos por falta de professores em matérias básicas para conclusão do curso. Também faltariam bibliotecas e laboratórios.

De acordo com César Borges, as universidades estaduais públicas são caras e consomem até 4% das receitas do estado, mas dever ser valorizadas como um patrimônio que os baianos construíram em muitos anos. “Não devemos abrir mão dessas universidades, que tem sido a formação dos estudantes do ensino médio”, afirmou. No seu governo, explicou, as vagas ensino médio foram duplicadas, “e agora estes estudantes querem ter o direito de se formar no ensino superior”.

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