Polícia

C. de Feira – Bandidos caçam promotora

A promotora de Justiça de Conceição de Feira, Dahiane Bulcão, que deflagrou uma operação contra o tráfico de drogas e animais na região, está sendo ameaçada de morte pelos traficantes.

Conforme matéria publicada pelo jornal Tribuna da Bahia nesta quinta-feira (18), assinada pela repórter Lívia Veiga, a promotora de Justiça Dahiane Bulcão, afirma estar sendo ameaçada de morte por traficantes através de cartas. Os bandidos tentaram matá-la na tarde de ontem. Segundo Bulcão, dois homens em um veículo Gol preto, placa de Candeias, estiveram no fórum da cidade de Conceição de Feira, por volta das 14h30, à procura do seu veículo particular.

Ela conta ter recebido avisos anteriormente por carta e telefonema de que um traficante tentaria matá-la e a mensagem citava um veículo preto. “O carro parou na frente do fórum e o carona foi no estacionamento da frente, verificou os carros, depois seguiu para um matagal no fundo, onde costumamos estacionar. Tentaram me matar e não conseguiram porque eu não estava no fórum”, afirmou a promotora.

Dahiane Bulcão fez uma diligência esta semana na localidade de Pinheiro, em busca de um suspeito de tráfico de animais silvestres. Segundo relatou, após identificar o acusado, conhecido como Carlinhos, começou uma troca de tiros entre o suspeito e o policial militar que faz a escolta da promotora. O PM não ficou ferido e o acusado fugiu. De acordo com Bulcão, no local foram apreendidas quatro aves silvestres.

Apesar de contar com a presença da polícia no momento da diligência, Dahiane Bulcão afirma que ainda há resistência do Comando da PM em Santo Amaro em acompanhar o trabalho da promotoria. “Por lei orgânica estadual e federal do Ministério Público, e na Constituição Federal (artigo 129, inciso VIII), o membro tem o poder de requisitar diligências à polícia. Requisitar significa dar ordem”, explica a promotora, que afirma só ter conseguido a colaboração dos policiais após ameaçar denunciar o major Ricardo à imprensa, à Corregedoria e instaurar processo criminal, caso estes não realizassem a diligência.

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