Política

Rapidinhas – O Maranhão do Senado

Evandro Matos diz que crise do Senado é reflexo da corrupção desenfreada e da impunidade que reinam neste país. Sem o exemplo dos poderes maiores, a Nação segue sem rumo.

O aviso de Jarbas

O Senado Federal vive mais uma crise. Uma crise moral, ou imoral, como se queira definir. Nada que as memórias mais lúcidas e as mãos menos comprometidas não possam se lembrar. Lembrar do eloqüente discurso do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e da sua própria entrevista à Revista Veja sobre o que se passava e se passaria naquela Casa. “Com José Sarney o Senado vai virar um Novo Maranhão”. Com esta declaração Jarbas penetrou nas entranhas do Congresso e remexeu a podridão ali consagrada. Tudo está se confirmando.      

 

O dedo do presidente

Mas para entender Sarney, primeiro é preciso entender quem lhe recolocou no Senado. Conformado com um fardão da Academia Brasileira de Letras, conquistado com as mesmas armas da velha aristocracia maranhense, o ex-presidente nem queria mais tanta responsabilidade. Queria mesmo era escrever os seus poemas par serem jogados nas profundezas do mar infinito do Maranhão. Mas eis que chega o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o escolhe a dedo para presidir o Senado mais uma vez.

 

O veto aos independentes 

Sem querer ver o seu caminho contrariado, Lula traçou-lhe toda a estrada. Para o seu grande aliado, que defende sem olhar o quanto já “esculhambou” no passado, ele não tem limites. Então, nada de nomes como Pedro Simon ou Cristóvam Buarque para presidir o Senado, que eles não são confiáveis. E que se dane o país, o importante é ser subserviente e amigo do rei. Assim, os brasileiros mais lúcidos observam estarrecidos o jogo de dois dos principais personagens dos tempos da ditadura: um, que presidia o partido de sustentação do regime; o outro, que subia nos tamboretes para protestar contra este mesmo regime.

 

O mal do assistencialismo

Eis agora que o Senado explode numa sucessão de novos escândalos. Corrupção, fisiologismo, nepotismo e contas paralelas. E quem patrocina tudo isso? E quem, no lugar de se penitenciar pelo erro do apoio, debocha da população? Quem, à luz das irregularidades, diz que a imprensa só divulga noticias negativas? Lulinha da Silva! Culpa nossa, que, enganados por uma popularidade falseada num esquema de assistencialismo, temos medo de criticar o presidente. Ou somos todos amestrados, preferindo a bajulação fácil e sem qualquer questionamento. E a população, refém e inocente, aplaude.

 

O centroavante “rompedor”

E assim o Brasil avança como o país da impunidade, tornando se uma terra onde a corrupção dorme em berço esplêndido. E na onda de uma popularidade superfaturada, o povo segue anestesiado, como se nada de mal lhe acontecesse. Podridão? É culpa do Congresso. O Planalto não tem nada com isso. E assim Renan Calheiros acumula funções estratégicas na República e nomeia a sua fiel tropa de choque. Almeida Lima, Wellington Salgado, Fernando Collor, todos indicados pelo centroavante de Sarney, e referendados pelo Rei, que um dia foi massacrado por eles. Mas isso é passado. O que importa é o presente; o resto, joga-se na lata do lixo. Talvez no Nordeste, nos grotões do interior. 

Uma reunião pela República

E, para fechar, mais triste ainda é saber que o presidente se reuniu com Renan para discutir o destino desta Pátria antes de viajar para a Bahia, há vinte dias atrás. E exigiu ao seu soldado que abafasse a instalação da CPI da Petrobras a qualquer preço. Ou que, se não fosse possível sepultá-la, definisse a dedo quem deveria ser escolhido para cada função. E saber que os meus dotes de esperteza foram jogados nas profundezas do lixo por não poder perguntar ao presidente o que discutira com Renan antes de viajar para a Bahia. Mas, pior ainda foi ouvir a resposta sobre uma pergunta pertinente: “Isso é com o Congresso. Eu não me intrometo nas questões do Congresso”. Ou seja, pratica o crime, e ainda sai de grande. Estamos perdidos. E num mato sem cachorro, como dizem pelos rincões do interior. 

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Paulo Souto no São João

O presidente do Democratas da Bahia, ex-governador Paulo Souto, andou bastante nesse período de São João, fazendo uma série de visitas a cidades do interior do estado para encontros com lideranças, correligionários e contatos mais diretos com a população. No domingo (21) Souto visitou o município de Inhambupe. No dia seguinte, a programação foi em Uauá, Araci e Euclides da Cunha. Já na noite de São João (23) Souto esteve em Santo Antonio de Jesus ao lado do prefeito Euvaldo Rosa.

Wagner na Argentina

Já o governador Jaques Wagner (PT) preferiu passar os festejos juninos longe da Bahia. Ele viajou para  a Argentina ao lado de sua esposa.

Zé Ronaldo visita Itaberaba I

O ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (Democratas), visitou o município de Itaberaba no último dia 18. Segundo Ronaldo, a visita foi pela amizade que tem com o prefeito João Almeida Mascarenhas Filho e o ex-prefeito Jadiel Mascarenhas. “Nós temos uma amizade de 12 anos, por isso eu reservei esta data para prestar solidariedade depois de tudo que eles passaram”, disse Ronaldo, referindo-se à recente posse de João Filho, que esperou um longo julgamento no TRE e STF, mesmo tendo vencido a eleição por mais de 2.500 votos de frente.

Zé Ronaldo visita Itaberaba II

Em Itaberaba, José Ronaldo conversou bastante com João Filho e Jadiel Mascarenhas, mas o teor da conversa não foi revelado. O encontro aconteceu no gabinete do prefeito. Depois, eles foram almoçar. Embora não esteja confirmado, existe a possibilidade de Ronaldo ter incentivado o líder Jadiel Mascarenhas disputar uma vaga para a Assembléia Legislativa em 2010, representando a Chapada Diamantina.

Paulo Souto pode ser vice de José Serra

Nos bastidores políticos de Salvador já começa circular a informação de que o ex-governador Paulo Souto (DEM), está sendo cogitado para ser vice na chapa do candidato a Presidente José Serra (PSDB). É evidentemente que o PMDB da Bahia está torcendo para que esta articulação seja viabilizada, já que, consequentemente, abriria o caminho para a formação da grande aliança PMDB-DEM-PSDB em torno do nome do ministro Geddel Vieira Lima.

Quadro pré-eleitoral em Itapetinga

O prefeito de Itapetinga, José Carlos Moura (PT), ainda não definiu quem será seu candidato a deputado estadual em 2010. Moura só definiu que o seu candidato a deputado federal será Geraldo Simões (PT). Já o ex-prefeito Michel Hagge (PMDB), vai apoiar a reeleição da deputada estadual Virgínia Hagge (PMDB), e Lúcio Vieira Lima para a Câmara Federal. Já o Democratas vai apoiar a reeleição do deputado estadual Heraldo Rocha, e muito provavelmente o deputado federal será Fábio Souto. E não custa lembrar que o deputado federal Edigar Mão Branca (PV), que reside em Itapetinga, será candidato à reeleição.

Duas candidaturas femininas

Em função da CPI da Petrobras, Rosemberg Pinto (PT), poderá desistir de sair candidato a deputado estadual em 2010. Com isso, em Itapetinga, um dos municípios onde Rosemberg investiu, o prefeito José Carlos Moura (PT) poderá lançar a sua esposa, Cida Moura, como candidata. O prefeito quer cativar o seu eleitorado com uma candidata doméstica, já que a oposição vai tentar a reeleição da deputada Virgínia Hagge (PMDB), que é filha do ex-prefeito Michel Hagge (PMDB) e a figura mais expressiva da oposição de Itapetinga.

Noite Cerqueira de volta

O filho do ex-deputado e empresário Noide Cerqueira (já falecido), Noide Cerqueira Filho, deverá mesmo disputar uma vaga na Assembléia Legislativa da Bahia. Evangélico, Noide Filho poderá contar com o apoio da Igreja que freqüenta e herdar a tradição da sua família.

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