Educação

Juazeiro – Uneb discute jornalismo

Desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela não obrigatoriedade do diploma de Jornalista, profissionais e estudantes de todo o país se mobilizam contra a decisão.

E não foi diferente na Faculdade de Jornalismo da Uneb em Juazeiro, que na última sexta-feira (26) reuniu professores, estudantes e jornalistas para discutir o futuro da profissão. Na oportunidade, a presença mais esperada foi a da presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (SINJORBA), Kardé Mourão.

A presidente do sindicato baiano, formada há mais de 27 anos pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), iniciou sua fala questionando: “A quem interessa a retirada do diploma do jornalista?”. Na avaliação de Kardé, ao anular o decreto-lei 972/69, que estabelece o diploma como necessário para o exercício da profissão de jornalista, o Supremo derrubou uma luta de 40 anos. “É um golpe duríssimo na nossa profissão. São 40 anos jogados no lixo”, protestou.

A sindicalista disse ainda que os argumentos utilizados pelo presidente do STJ, Gilmar Mendes, são os mesmos da classe dominante e que a decisão interessa apenas ao baronato da comunicação desse país. “Já que ser jornalista todos podem, então vamos também discutir as concessões dos meios de comunicação, que na lei estão ditas como “públicas”, propôs.

Kardé Mourão encerrou a sua fala dizendo que “somos 80 mil diplomados e 5 mil provisionados com uma vida dedicada ao jornalismo. Precisamos continuar lutando por esses  e pelos 2.500 professores e inúmeros estudantes das 400 escolas de jornalismo desse país”.

Para a professora e também jornalista por formação, Andréa Cristiana, “o que caiu foi o diploma e não o jornalismo. O mesmo continua tendo a mesma relevância social, o que devemos fazer é refletir e investir em nossa formação”, defendeu. 

Outros participantes da discussão, como o jornalista provisionado Antonio Pedro e o professor e proprietário de uma rádio em Juazeiro, Flávio Ciro, argumentaram que a formação é necessária e deve ser defendida por todos os profissionais. Além das pessoas citadas no debate, os mais interessados no assunto, os estudantes, também se posicionaram quase na sua totalidade a favor do diploma.

Por Laura Ferreira – correspondente em Juazeiro 

 
 

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