História

Pataxós ganham núcleo no extremo sul

Uma parceria entre a Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e a Prefeitura de Prado, no extremo sul baiano, vai beneficiar 1,2 mil índios da etnia pataxó, com a implantação de uma unidade da Incubadora de empreendimentos Solidários (Incuba), no distrito de Camuruxatiba, naquele município.

O Núcleo Indígena da Incuba será inaugurado nesta sexta-feira, dia 10 de julho, com investimentos em infraestrutura no valor de R$14 mil, oriundos da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da UNEB, setor ao qual está vinculada a Incuba. A prefeitura cedeu o espaço compartilhado da Biblioteca Comunitária de Camuruxatiba, que abrigará o núcleo.

O local vai ser utilizado como sede para a execução de ações extensionistas, de ensino e pesquisa da Incuba UNEB, previstas no projeto Putxop, coordenado pela professora Maria Geovanda Batista, do Departamento de Educação (DEDC) do Campus X da universidade, em Teixeira de Freitas, que também vai coordenar o núcleo.

Criado há um ano, o projeto visa o desenvolvimento econômico e social das sete aldeias indígenas que compõem o município de Camuruxatiba. O Putxop conta apoio da Secretaria de Educação do município de Prado; da Coordenação de Educação Escolar Indígena, da Secretaria estadual da Educação (SEC); da Fundação Nacional do Índio (Funai); da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), e da ONG Unitrabalho.

“Esse novo núcleo vai reforçar o apoio da universidade à comunidade indígena pataxó, potencializando e ampliando o trabalho da universidade em prol do fortalecimento cultural e da autossustentabilidade dos índios”, avalia o reitor da UNEB, Lourisvaldo Valentim, convidado para presidir a solenidade de inauguração.

A coordenadora da Incuba, Ronalda Barreto, acrescenta que “além do atendimento às demandas das comunidades indígenas, esse novo núcleo é importante na medida em que amplia a equipe da incubadora, possibilitando o atendimento também a outros setores sociais”.

Solidariedade

No dia da inauguração, o Núcleo Indígena da Incuba já vai realizar a sua primeira atividade: a Feira de Troca Solidária. O evento vai dar visibilidade e ajudar na comercialização dos produtos artesanais indígenas.

Segundo Maria Geovanda, uma das ações futuras do núcleo é realizar um estudo da cadeia produtiva e da viabilidade mercadológica desses produtos, com vistas à transformar o projeto Putxop em uma marca de produtos artesanais elaborados a partir de matérias-primas como sementes, sisal, madeira e folhas.

Fonte: UNEB

Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Lidas

To Top
%d blogueiros gostam disto: