História

Há 40 anos o homem chegava à Lua

Há 40 anos homem pisou pela primeira vez na Lua. Em meio à Guerra Fria, o astronauta americano Neil Armstrong tornou realidade o sonho mais antigo da civilização ao se converter no primeiro homem a caminhar na Lua.

Enquanto 500 milhões de pessoas em todo o mundo esperavam ansiosamente junto a aparelhos de rádio e telas de TV, Armstrong desceu a escada do módulo Águia sobre a superfície lunar. “Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade”, afirmou Armstrong, com a voz levemente distorcida pelos equipamentos de comunicação da época. A frase ficaria gravada para sempre nos livros de história da Terra.

Em resposta, a multidão que acompanhava seu passo vibrou quando Armstrong foi alcançado por seu colega Edwin “Buzz” Aldrin, que descreveu a “magnífica desolação” da paisagem lunar.

Era 20 de julho de 1969. Quatro décadas depois, nenhuma nação foi capaz de repetir o feito: 12 homens caminharam na Lua de 1969 a 1972, e sem os bilhões de dólares necessários para recriar a tecnologia que tornou isso possível, nenhum outro jamais caminhará. O que aconteceu?

Em uma palavra: política. O pouso do módulo Águia, seguido pela caminhada de Armstrong e de seu companheiro Aldrin na superfície da Lua e pelo posterior retorno de ambos e de Michael Collins à Terra, marcou o cumprimento de uma promessa feita pelo presidente John F. Kennedy, em 1961: “Acredito que esta nação deve se comprometer em, antes que a década acabe, colocar um homem na Lua e trazê-lo em segurança de volta à Terra.”

Disputa

Quatro anos antes da fala de Kennedy, a União Soviética havia posto o satélite Sputnik em órbita. O programa Apollo fora concebido no espírito de uma disputa de prestígio e de tecnologia com os soviéticos. Vencida a corrida, ele perdia sua razão de ser.

Não que esse fato já estivesse claro em julho de 1969. Duas semanas depois do pouso, o alemão Wernher von Braun, criador do foguete Saturno 5, responsável por levar homens à Lua, apresentou ao governo dos Estados Unidos um ambicioso programa de exploração espacial que previa a construção de estações em órbita da Terra, de onde partiriam para o planeta Marte naves movidas a energia nuclear.

A visão de Von Braun alinhava-se com o futuro visionário retratado no filme 2001, Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick. Mas o ímpeto desapareceu. A Nasa passou a sofrer cortes orçamentários, o apoio popular diminuiu e o foco da política dos EUA para o espaço voltou-se para a vizinhança mais imediata da Terra.

A marca dessa mudança foi o uso de um foguete Saturno 5, em 1973, não para levar homens à Lua, mas para pôr em órbita a estação espacial Skylab. O foco na órbita terrestre parecia fazer sentido de várias maneiras, inclusive economicamente: os ônibus espaciais poderiam até dar lucro, realizando voos semanais para levar carga ao espaço.

Fábricas e laboratórios instalados em gravidade zero poderiam produzir drogas e materiais de enorme valor. Porém, na prática, nada disso se materializou. A destruição do ônibus espacial Challenger na decolagem, em 1986, mostrou aos cientistas que o voo desse tipo de nave nunca seria tão simples ou rotineiro quanto se previa.

No fim, todos os planos para a ocupação da órbita próxima da Terra geraram, como único resultado concreto, a atual Estação Espacial Internacional (EEI).

Da Agência Folha

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