Polícia

Bacelar vai convocar promotor de Crisópolis

De acordo com o promotor, a cidade, localizada a 215 Km da capital e que possui cerca de 20 mil habitantes, sofre com o aumento do número de furtos, roubos e homicídios e o Estado, mesmo ciente da situação, não adotou nenhuma providência para sanar o quadro de abandono.

Por esse motivo, o promotor ajuizou uma ação civil pública contra o Estado da Bahia, requerendo, em caráter liminar, a disponibilização de policiais militares e civis para atuarem no Município. ”Esta é mais uma situação grave que se repete em diversos municípios baianos, da falta de Segurança Pública e a comissão vai atuar neste e em outros casos, através de medidas políticas, judiciais e administrativas porque, quem está pagando a conta pelo descaso do governo com o aumento da violência é a população baiana”, afirmou Bacelar.

Além de convocar o promotor de Crisópolis para prestar maiores esclarecimentos ao colegiado, Bacelar envia amanhã uma série de requerimentos ao Estado exigindo que providências sejam tomadas. ”Não podemos permitir que essa situação perdure em Crisópolis e em diversas cidades do Estado. Hoje são 165 municípios que não contam com qualquer proteção policial, estão sem delegados, viaturas e estrutura para o funcionamento das delegacias, sob o olhar complacente do Estado, que sequer acena com a possibilidade de solucionar o caso”, lamentou o parlamentar.

De acordo com a denúncia do promotor João Paulo Schoucair, em Crisópolis, a Polícia Civil ”está totalmente abandonada”. Apenas oito policiais militares estão lotados para atuarem na cidade a fim de garantir a segurança da população, mas, diante da necessidade de afastamento para o gozo de férias e licenças, resta apenas um policial por dia à disposição da comunidade. João Paulo Schoucair disse ainda que o número insuficiente de policiais tem repercutido negativamente nos trabalhos do Ministério Público e do Poder Judiciário, pois não existem agentes para garantir a segurança das atividades ministeriais e forenses, e nem mesmo para acompanhar detentos a audiências ou efetuar a condução coercitiva de testemunhas.

Além disso, continuou o promotor, a Polícia Civil do município não tem quota para combustível e está carente até mesmo de materiais de consumo, sendo também ”deplorável a situação da Delegacia, que aprisiona seus detentos em três frágeis celas, cada uma com capacidade para três pessoas, sem qualquer tipo de cama e instalação sanitária idônea”. O promotor solicita que a Justiça determine liminarmente que o Estado disponibilize 40 policiais militares, um delegado, oito agentes e um escrivão e uma viatura para a Polícia Civil.

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