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Senhor do Bonfim relembra Gonzagão

Neste domingo, dia 2 de agosto, faz vinte anos que Luiz Gonzaga morreu. Para marcar a passagem desta data, a Casa do São João, em Senhor do Bonfim, organizou no último sábado, dia 1º, um encontro de sanfoneiros que homenageou o Rei do Baião.

Houve exposição de fotos e exibição de vídeos que mostraram vários momentos da vida do grande cantor e compositor nordestino, inclusive na sua última apresentação em Senhor do Bonfim, em 1988.

Luiz Gonzaga do Nascimento, segundo filho de Januário dos Santos e de Ana Batista de Jesus, neto de José Moreira Franca de Alencar, nasceu na Fazenda Caiçara, município de Exu/PE, no dia 13 de dezembro de 1912. Representante maior da música popular nordestina, Luiz Gonzaga interferiu, definitivamente, na trajetória da música brasileira ao introduzir os ritmos do sertão do Nordeste – toadas, xotes, xamegos, baiões, xaxados, marchinhas, emboladas – no panorama musical do país.

Ao reencontrar-se com suas raízes musicais, ajudou a formar a identidade nordestina no imaginário do Brasil, imprimindo ao acordeom das valsas e tangos uma nova musicalidade. Então, como sanfona, o instrumento adquiriu nova personalidade. Na sua busca obstinada pela essência sertaneja, Luiz Gonzaga encontrou, nos arquivos da memória, os instrumentos musicais para compor uma orquestração diferenciada, com o sotaque de sua terra, criando o primeiro trio de sanfona, zabumba e triângulo.

Na vestimenta dos cangaceiros e vaqueiros, Gonzaga encontrou sua personalidade estética. Foi o primeiro sanfoneiro cantor. Até então, o forró era, costumeiramente, instrumental.

Sua influência não pode ser mensurada. É a tradução musical da própria alma nordestina para sempre inscrita no cenário cultural do País.

Com a morte de ”Gonzagão”, o eterno Luiz ”Lua” Gonzaga, acontecida no dia dois de agosto de 1989, depois de 42 dias de internamento, no Hospital Santa Joana, em Recife, ficamos órfãos do maior sanfoneiro do Nordeste e o principal responsável pelo sucesso do forró genuíno no Sul do País ainda na metade da década de quarenta e início da década de cinqüenta, mudando definitivamente os caminhos da música popular, num tempo em que o rádio brasileiro era dominado pelos boleros, valsas e trilhas de musicais norte-americanos.

Fonte: Site oficial da prefeitura de Senhor do Bonfim, com adaptações.

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