História

Especial – Tributo a Olney foi marcante

Com a presença de um bom público, familiares, artistas, jornalistas, políticos e intelectuais de Feira de Santana compareceram na última sexta-feira (7) na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), no centro, para o Tributo a Olney São Paulo, uma homenagem realizada pela Prefeitura Municipal.

Para compor a mesa, além do prefeito Tarcizio Pimenta, foram chamados os filhos do homenageado, Ilya São Paulo e Olney São Paulo Júnior, o secretário de Cultura Alcione Cedraz, o representante da Fundação Senhor dos Passos Carlos Brito e o jornalista Evandro Matos (Tribuna da Bahia), representante da terra do homenageado.

“Com este Tributo a Olney São Paulo, Feira de Santana continua reconhecendo um de seus nomes mais importantes. Mesmo não sendo feirense de nascimento – ele nasceu em Riachão do Jacuípe -, Olney estudou, trabalhou, começou a fazer cinema aqui”, disse o prefeito Tarcízio Pimenta, no evento de homenagem póstuma que mantém viva a obra do cineasta.

Para Tarcízio Pimenta, a obra de Olney tem “importância histórica e sociológica. Este reconhecimento a um artista que sempre elevou o nome de Feira de Santana, onde quer que estivesse, até no exterior, é marcante”. O prefeito disse ainda ser ”fundamental que ações de preservação da memória cultural como esta sejam uma constante”. Ele prometeu proporcionar meios para que o Tributo a Olney São Paulo seja realizado todos os anos.

Dirigindo-se aos familiares do artista, o prefeito, além de prometer ampliar as homenagens nos próximos anos, comunicou a todos que a pavimentação e urbanização da Rua Olney São Paulo, localizada no bairro do Tomba, também fazia parte daquela solenidade.

Participaram do evento o ator Ilya São Paulo, que veio do Rio de Janeiro, e o músico Olney São Paulo Júnior, que veio de Salvador, filhos do homenageado. Além deles, estiveram presentes também quase todos os irmãos de Olney, netos, e parentes mais próximos.

Prestigiaram o evento também os artistas Juraci Dórea, Franklin Maxado, os jornalistas e radialistas Evandro Matos, Geraldo Lima, Jânio Rego, Adilson Simas, Dilson Barbosa, Jair Cezarinho, Renato Ribeiro e Alessandra Ribeiro. Da política, estavam o ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho, o vice-prefeito Paulo Aquino, o deputado José Neto, vereador Carlos Alberto da Rocha, secretários Alcione Cedraz (Cultura), Carlos Brito (Planejamento) e José Raimundo de Azevedo (Educação), além do presidente da Fundação Cultural Augusto César Orrico.

Debates sobre a obra

André Setaro, José Umberto, Robinson Roberto, Roque Araújo e Tuna Espinheira vieram da capital baiana e participaram de um rico painel, cada um contando sobre a trajetória histórica, a importância e visão crítica da obra de Olney São Paulo.

Foram apresentados os filmes de curta metragem “Sob o Ditame de Rude Almajesto: Sinais de Chuva” (1976), que destaca a importância da cultura popular; “O Profeta de Feira de Santana” (1970), sobre o artista plástico Raimundo de Oliveira; e “Como Nasce uma Cidade” (1973), que ilustra a história e o desenvolvimento econômico e social de Feira de Santana.

No painel “Importância de Olney São Paulo”, no “Tributo a Olney São Paulo”, Tuna Espinheira afirmou que o cineasta cometeu um “ato heróico” em realizar em Feira de Santana (há 45 anos) o “Grito da Terra” (1964). “Ele deu murro em ponta de faca”, ilustrando sobre “o feito e a difícil luta de Olney”. Segundo José Umberto, “Olney foi um cineasta engajado e telúrico em sua obra, sempre sob influência da terra”. E completou: “Ele coloca o sertão dentro da gente”.

No foyer, a exposição “Dez Fotos de Olney São Paulo na Realização de Dois de Seus Filmes”, com trabalhos de Regina Machado, que foram doados ao Município. Também foram distribuídos entre os presentes exemplares de um livreto reeditado com o conto ”Cravo Santo”, lançado em 1971; de um cartão postal com o cartaz de “Grito da Terra”; e do jornal “Tributo a Olney São Paulo”, editado por Dimas Oliveira, com artigos do próprio, Adilson Simas, Orlando Sena, Olney Júnior e Tuna Espinheira.

Ilya São Paulo esteve bastante emocionado e não escondeu a sua satisfação pelas homenagens. “Eu não tenho palavras. Confesso que estou emocionado, principalmente por se tratar do meu pai e por estarmos na véspera do dia dos pais”, disse Ilya. O artista revelou ainda que a obra de Olney precisa ser mais estudada, e prometeu facilitar o trabalho de pesquisa e  que voltará nos próximos anos para as futuras homenagens.

Falando exclusivamente pare este Portal, o artista disse que atualmente está cuidando da vida particular, alegando estar passando por duas experiências que merecem esta dedicação. “Nos últimos dois anos, além de ter perdido e minha mãe, Maria Augusta, também estou com uma filhinha recém-nascida”, comentou Ilya

Olney Júnior, que é o atual esposo das jacuipense Sarah, coube encerrar o evento, num rápido pronunciamento. “Não tenho muita coisa mais a dizer, depois de tudo que já falaram aqui. Queria agradecer a todos vocês pelas homenagens e dizer que Feira de Santana está de parabéns por esta iniciativa”, disse Olney Jr, agradecendo ao prefeito Tarcizio Pimenta.  

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