Esporte

Tragédia da Fonte Nova segue indefinida

A tragédia ocorrida no estádio da Fonte Nova no dia 25 de novembro de 2007 parece estar longe do seu desfecho. O MP recorre de decisão que absolveu acusados da tragédia. Promotor avalia sentença como "absurda".

O promotor de Justiça criminal Maurício Cerqueira recorreu da decisão do juiz José Reginaldo Nogueira, substituto da 10ª Vara Crime de Salvador, que absolveu o diretor-geral da Superintendência dos Desportos da Bahia (Sudesb), Raimundo Nonato Tavares da Silva, o Bobô, e o ex-diretor de Operações da autarquia, engenheiro civil Nilo dos Santos Júnior, denunciados pelo Ministério Público estadual por homicídio culposo pela tragédia.

De acordo com o promotor, a sentença, proferida na última sexta-feira, dia 14, “é absurda”, uma vez que o juiz defendeu não existir provas suficientes. “Ele não avaliou bem. Existem laudos periciais comprovando que a falta de manutenção do estádio causou a tragédia”, afirmou Cerqueira. Em razão da ruptura de um degrau da arquibancada do estádio durante a partida entre o Bahia e Vila Nova, sete pessoas morreram e outras ficaram feridas.

Improbidade

Bobô e Nilo Júnior também respondem a uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa ajuizada, no início deste mês, na 5ª Vara da Fazenda Pública pelos promotores de Justiça Rita Tourinho e Adriano Assis, do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa (Gepam).

O diretor e ex-engenheiro da Sudesb são acusados de descaso na condução da solução dos problemas estruturais da Fonte Nova e de terem destinado equivocadamente “uma verba de R$ 1,6 milhões para realização de obras de fachada, quando tinham consciência da necessidade de efetivação de reformas estruturais no estádio”.

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