Política

Desenvolvimento do Nordeste será debatido no Senado

Debate visará avaliar, dentre outros aspectos, a atuação de instituições com a SUDENE, o Banco do Nordeste e o BNDES.

O senador César Borges (PR-BA) anunciou ontem (19) que a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado, da qual é presidente em exercício, fará um ciclo de debates sobre o desenvolvimento da região Nordeste, visando avaliar a atuação de instituições como a SUDENE, o Banco do Nordeste e BNDES. A decisão de César Borges atendeu sugestão do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que pediu para que coordenasse no Senado um ciclo de debates sobre o Nordeste.

César Borges aproveitou a votação do PLC 14/2007, que inclui municípios do Ceará na área de atuação da Codevasf – Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba -, para defender o fortalecimento do órgão.  Ele lembrou que a Codevasf sofre do que chama “soluços orçamentários”, recursos ocasionais liberados pelo governo, mas sem a necessária continuidade. “A atuação da Codevasf é marcante no Nordeste, mas faltam os instrumentos para uma atuação mais abrangente”, afirmou.

O senador Tasso Jereissati sugeriu que César Borges liderasse um ciclo de debates sobre o desenvolvimento do Nordeste. “Sua liderança seria fundamental, como vice-presidente da comissão, e com seus conhecimentos profundos que tem sobre a região Nordeste, para viabilizar e coordenar estes eventos”, argumentou. Tasso Jereissati disse ainda que o Nordeste e seus problemas de desenvolvimento “saíram da agenda do Senado, da agenda nacional e da própria agenda do governo federal”.

A realização dos debates, conforme César Borges, dará a oportunidade para o Senado e o governo federal reavaliarem organismos de desenvolvimento regional como a SUDENE, o BNDES, o Banco do Nordeste e a própria Codevasf. “Estas entidades foram criadas em outro momento, e todas têm que ter seu papel atualizado para o momento em que vivemos”, defendeu. O senador lembrou que a Bahia tem vários projetos de irrigação com a implantação em ritmo lento, e cobrou celeridade nas obras.

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