Política

Rapidinhas – Deputados baianos têm pouco tempo para decidir futuro

Faltando menos de dez dias para encerrar o prazo para as filiações partidárias, que se encerra no próximo dia 5 de outubro, vários deputados baianos ainda têm dúvida sobre qual partido vão disputar as eleições de 2010.

Frustrados com a não aprovação da reforma política pelo Congresso Nacional, os parlamentares passaram a depositar as suas esperanças na “janela”, que era vista como uma alternativa para driblar a infidelidade partidária, mas ela também não veio. Agora, alguns devem arriscar.

Dúvida sobre escolha do partido

 

Além das dificuldades para escolher o partido ideal por conta das relações internas, o cálculo para a reeleição também passou a ser fundamental para os candidatos nesse momento decisivo. Esse drama vem sendo vivido, por exemplo, pelos deputados Roberto Carlos e Euclides Fernandes, do PDT, e Jurandy Oliveira, ainda no PRTB, mas namorando com o PDT, que temem perder a reeleição com a possível chegada dos deputados que viriam junto com o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo.

Nilo quer mostrar força

 

Nilo, já acertado com o PDT, deverá se filiar ao partido no próximo dia 30. Mas a filiação dos deputados João Bonfim, Paulo Câmara e Emério Resedá tem provocado um outro raciocínio nas contas dos antigos filiados da legenda brizolista. O PSB até cogitou receber os três parlamentares, mas exigiu também a filiação de Nilo. Este, por sua vez, mesmo não assumindo, gostaria de entrar no PDT junto com os outros três deputados, o que lhe daria mais cacife eleitoral e mais prestigio junto ao governo.

PSB seria uma alternativa

Nos últimos dias, aconteceram seguidas reuniões entre os deputados Roberto Carlos, Euclides Fernandes, Jurandy Oliveira e a cúpula pedetista com o deputado Marcelo Nilo e a deputada federal Lídice da Mata, presidente do PSB, na tentativa de encontrar uma solução amigável. Por traz dessa operação estaria o presidente nacional licenciado do PDT, ministro Carlos Lupi, que teria interesse na filiação dos quatro parlamentares, mesmo sabendo das argumentações dos seus antigos aliados.

Reviravolta

No meio dessa delicada operação, o presidente estadual da legenda, Alexandre Brust, compreende a situação dos deputados, mas disse que “não gostaria de contrariar a vontade de Lupi”. Porém, em tom de reviravolta, tanto o deputado Euclides Fernandes quanto outros integrantes do PDT asseguram que as filiações dos três deputados vão acontecer no próximo dia 30, junto com Marcelo Nilo, inclusive com a presença do ministro Carlos Lupi. “Já está tudo resolvido”, disse uma fonte pedetista.

Filho de Félix Mendonça vira brizolista

 

Entre tantas dúvidas sobre a filiação de novos deputados estaduais, o PDT deverá perder o deputado federal Sergio Brito, que deve se filiar ao PSC. Mas, em compensação, o partido ganhará um novo e importante quadro, o empresário Félix Mendonça Júnior, filho do atual deputado federal Felix Mendonça, que não será candidato à reeleição. Félix Júnior vai ocupar os espaços deixados pelo pai e já se filiou ao PDT para disputar uma vaga na Câmara Federal.  

  

PR vai superando o seu drama

O drama vivido por conta do prazo de filiação não é uma exclusividade do PDT. O caso do PR, que inicialmente parecia ser o mais delicado, de repente pode ser resolvido de forma consensual. Pelo menos é isso que pensa o deputado Pedro Alcântara, um dos que levantaram a possibilidade de sair do partido por conta das amarrações eleitorais para 2010. “Não vejo motivo para sair do partido. Tenho a minha posição clara, que é a de marchar com o governador Jaques Wagner. Mas acredito que em breve deveremos ter uma reunião para definir essa situação”, declarou Alcântara.

Liberação através de consenso

 

Devido à divisão existente entre as duas facções do partido, uma governista e outra oposicionista, o líder do PR na Assembleia Legislativa projeta uma decisão consensual entre todas as correntes da legenda para que não haja risco para ninguém. “Se o partido liberar, não há como alguém contestar. O ideal é que haja uma liberação para alianças sem interferir na decisão partidária”, comentou Alcântara, referindo-se à possibilidade de integrantes do partido subirem em palanques diferentes em 2010.

Facções em palanques diferentes

 

Também filiados ao PR, os deputados Ivo de Assis, Ângelo Coronel e Gilberto Brito (que ensaiou uma transferência para o PCdoB) vão apoiar a reeleição de Wagner. Por outro lado, os outros dois filiados da legenda, os deputados Sandro Regis e Elmar Nascimento, já anunciaram que estarão no palanque do ex-governador Paulo Souto.

Mudança sem drama

 

Por fim, fora da seara do PDT e do PR, quem está se transferindo de partido é o deputado Reinaldo Braga, um dos mais antigos da Assembleia Legislativa. Braga já tem a carta de liberação do PSL e deve entrar no PMDB para disputar a reeleição. Enquanto isso, os outros parlamentares correm contra o tempo, porque sabem que têm poucos dias para optar por um novo partido.    

To Top
%d blogueiros gostam disto: