Economia

Produção de coco híbrido chega à Bahia

Coco híbrido possui as principais características dos cocos Anão Verde e Gigante: mais água e mais polpa, o que irá aumentar a produtividade.

O coco da Bahia ganhará mais espaço no mercado brasileiro e internacional. Em um projeto pioneiro, o município de Conde, a 150 km de Salvador, passará a produzir mudas e sementes de coco híbrido. Os híbridos são obtidos através do cruzamento entre a variedade de coco Anão Verde – que produz maior quantidade de água – e coco Gigante – que tem maior quantidade de polpa.

O coco híbrido tem dupla finalidade. Seus frutos podem ser utilizados tanto na agroindústria de alimentos e culinária quanto para o consumo de água de coco. Tem mais água e maior quantidade de polpa. Essas características proporcionam maior flexibilidade e estabilidade de preço em sua comercialização. “O híbrido é a melhor opção, pois ele tem alta qualidade e uma excelente produtividade. Sua água é tão doce como a do anão e, também, serve para a indústria do coco seco”, afirma Gustavo Grillo, gerente de Crédito Rural da Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia). O estado se destaca como maior produtor nacional, com aproximadamente 30% da produção brasileira, de um total de 565 milhões de frutos por ano.

Cerca de 60% da produção baiana está no litoral norte, sendo o município de Conde o maior produtor. Com investimento de mais R$ 300 mil, financiado pela Desenbahia, a fazenda Pedra D´Água será a primeira a produzir mudas no estado da Bahia, com capacidade de produção inicial de 100 mil sementes e mudas. É o que explicou Antônio Barbosa, agrônomo e sócio do empreendimento. “De forma inédita, a Bahia passará a liderar a produção de coco híbrido. Com o financiamento da Desenbahia, iremos investir na instalação de equipamentos de irrigação, na construção de laboratório e contratação de novos empregados. Em dezembro, já estaremos prontos”, afirmou.

Coco Brasil

Em comparação a outros países, como Índia e Filipinas, a cadeia produtiva de coco aqui no Brasil tem baixa produtividade. Segundo especialistas, isso se deve à qualidade do material cultivado e ao manejo inadequado, o que ainda nos deixa na condição de importador. De acordo com a Embrapa, o Governo Federal elevou as tarifas de importação do coco e exigiu uma melhoria na exploração e aumento imediato da produtividade.

O híbrido pode mudar essa história. Em todo o Brasil, apenas 10% do plantio de coqueiros são formados por cultivos híbridos. Para o Sindicato Nacional de Produtores (Sindcoco), será necessário renovar 20% das plantações, em um mercado que há baixa disponibilidade de sementes híbridas. Para atender a demanda, será preciso produzir quase 12 milhões de sementes nos próximos meses.

A Bahia saiu na frente. E a fazenda Pedra D´Água em três meses passará a fornecer mudas e sementes. A muda do coqueiro híbrido custa cerca de R$ 10 e a semente R$ 6. Com três anos de idade, chega a produzir cerca de 160 frutas por ano.

Para mais informações, visite o site www.tecnococo.com.br

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