Economia

Itamaraju – Fábrica de cacau só abriu as portas na inauguração

Até agora mais de R$ 1.200.000,00 perdidos: Fábrica de cacau fino de Itamaraju só abriu as portas no dia da inauguração, depois foi abandonada.

A inauguração aconteceu na tarde de terça-feira do último dia 25 de agosto, quando representantes do Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (SINTRAF), Mesovales, Cafaed, Sindicato Rural de Itamaraju, Sebrae, Governo Federal, Governo da Bahia e Prefeitura Municipal de Itamaraju, cortaram a fita e descerraram a placa de inauguração da Unidade de Produção de Massa de Cacau, projeto anunciado como o primeiro instalado em solo baiano. O problema é que a unidade localizada no bairro Furlan, região leste de Itamaraju, só abriu as portas no dia da inauguração. De lá pra cá a unidade permanece trancada e não conseguiu comprar ou vender nenhum quilo de cacau.

No dia da inauguração a unidade recebeu as visitas de autoridades do Ministério da Integração Nacional, o deputado federal Geraldo Simões (PT), secretário estadual de Relações Institucionais, Rui Costa e da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), Roberto Muniz, o prefeito de Itamaraju, Dílson Batista Santiago (PT) e várias outras lideranças políticas locais e da região.

De acordo com o projeto original a unidade seria administrada através da Cooperativa Cafaed, que até os dias atuais ninguém sabe ao certo a composição da diretoria. A estrutura da fábrica foi construída com recursos do Ministério da Integração Nacional, na ordem de R$ 1,2 milhão.

Projeto

De acordo com o projeto, com a criação da unidade, os produtores que antes vendiam a amêndoa do cacau em estado bruto, agora poderiam processá-la e vender a massa já pronta, tendo um ganho de até 100% sobre o valor da amêndoa convencional. Até agora esta possibilidade só consta no papel.

O secretário da Agricultura Roberto Muniz, disse durante a inauguração que a fábrica de massa de cacau fino de Itamaraju, seria a primeira a ser operada por agricultores familiares no Brasil. Também até o momento este fato só ficou no discurso, pois além do mato que já começa a aparecer, os portões do prédio encontram-se fechados com correntes e cadeados.

Roberto Muniz também garantiu que o projeto iria gerar inicialmente 26 empregos diretos e produziria pasta do chocolate para exportação. Nenhum funcionário nunca foi visto trabalhando.

Os moradores vizinhos à fábrica disseram ao Teixeira News que após a inauguração o prédio fora fechado e ninguém nunca mais apareceu.

Informação do Teixeira News

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