Cultura

Juazeiro – Encerra neste sábado oficina com o cineasta Roque Araujo

Encerra neste sábado 24/10 a oficina de cinema no Centro de Cultura João Gilberto ministrada pelo cineasta baiano Roque Araújo. A experiência do cineasta foi atração principal para os aprendizes em sua maioria universitários e estudantes do segundo grau.

Durante as oficinas, além do vasto conhecimento, Roque apresentou aos participantes boa parte do seu acervo cinematográfico, que vai de filmadoras a lentes especializadas.

Alguns destes instrumentos foram utilizados nos filmes do período denominado Cinema Novo, o que confere a esses equipamentos um valor histórico imensurável. De acordo com Roque, eles serão doados para uma espécie de Museu que está sendo construído e já tem nome: Casa de Cinema Roque Araújo.

Segundo o publicitário e participante da oficina, Luiz Fernando Bacarelli. “É sempre bom a oportunidade de ter a experiência de trabalhar, de adquirir conhecimentos com uma pessoa que foi o diretor de fotografia de Glauber Rocha e que está na cinematografia brasileira a bastante tempo”.

Ao lado de Glauber, além da forte amizade que conquistou ao longo dos anos (de 1958 a 1981, ano da morte do cineasta) a presença de Roque está em quase todos os filmes de Glauber, entre eles, Barra Vento, Terra em Transe, Deus e o Diabo na Terra do Sol e Dragão da Maldade com o santo Guerreiro. “Com Glauber era assim, eu tinha a amizade e a confiança, ele não fazia nada sem me chamar”, completa Roque.

Aos 71 anos, o cineasta baiano e soterapolitano do tradicional bairro da Ribeira, em Salvador, além de dirigir a Diretoria de Artes Visuais e Multimeios da Fundação Cultural do Estado da Bahia (DIMAS) encontra tempo para viajar o Brasil na realização de oficinas, e claro, produzir cinema.

No momento o cineasta está produzindo com o professor e historiador da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Manoel Neto, o documentário “Os caminhos que levam ao Sertão de Canudos”.

Roque diz ainda, ter uma relação de grande respeito com Juazeiro, “estive por aqui a primeira vez, em 1961 para filmar Mandacaru Vermelho, de lá pra cá já estive outras vezes e sempre que posso estou voltando”.

Para o coordenador do Centro de Cultura João Gilberto, Márcio Ângelo: “A presença de Roque, patrimônio histórico do cinema brasileiro, além de oferecer a possibilidade de aprender cinema com ele, reforçou as políticas de implementação das várias linguagens culturais no João Gilberto”.

O encerramento da oficina está previsto para logo mais a partir da 17 horas na Rodoviária de Juazeiro, com a exibição de um vídeo produzido e roteirizado pelos estudantes, sobretudo, orientados pelo cineasta Roque Araújo.

Laura Ferreira – correspondente em Juazeiro e região

  

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