História

Há 117 anos, Graciliano Ramos vinha ao mundo

O Brasil, especialmente o Nordeste, tomava conhecimento no dia hoje, 27 de outubro de 1892, do nascimento de Graciliano Ramos, considerado um dos maiores escritores da literatura brasileira. Com Vidas Secas, o seu mais consagrado romance, Graciliano se incluiria ao lado de figuras como Padre Cícero, Antônio Conselheiro, Celso Furtado, Luiz Gonzaga e Lampião que, de uma forma ou de outra, tornaram o sertão nordestino conhecido no mundo inteiro.

Graciliano Ramos nasceu no dia 27 de outubro de 1892, na cidade de Quebrangulo, sertão de Alagoas, filho primogênito dos dezesseis que teriam seus pais.

Entre 1930 e 1936 viveu em Maceió, trabalhando como diretor da Imprensa Oficial e diretor da Instrução Pública do estado. Em 1934 havia publicado São Bernardo, e quando se preparava para publicar o próximo livro, foi preso em decorrência do pânico insuflado por Getúlio Vargas após a Intentona Comunista de 1935.

Com ajuda de amigos, entre os quais José Lins do Rego, consegue publicar Angústia (1936), considerada por muitos críticos como a melhor obra.

As experiências da cadeia, entretanto, ficariam gravadas em uma obra publicada postumamente, Memórias do Cárcere (1953), relato franco dos desmandos e incoerências da ditadura a que estava submetido o Brasil.

Em 1938 publicou Vidas Secas. Em seguida estabeleceu-se no Rio de Janeiro, como inspetor federal de ensino. Em 1945 ingressou no antigo Partido Comunista do Brasil – PCB, de orientação soviética e sob o comando de Luís Carlos Prestes; nos anos seguintes, realizaria algumas viagens a países europeus com a segunda esposa, Heloísa Medeiros Ramos, retratadas no livro Viagem (1954). Ainda em 1945, publicou Infância, relato autobiográfico.

Graciliano faleceu em 20 de março de 1953, aos 60 anos, vítima de câncer do pulmão.

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