Economia

Bahia ambiciona siderúrgica de grande porte

Com o início das operações de Caetité, seremos o terceiro maior produtor de minério de ferro do Brasil, diz Secretaria de Indústria e Comércio.

A Bahia pode ganhar uma siderúrgica de grande porte e ingressar num novo ciclo de desenvolvimento, o que fomentaria a atração de outras montadoras, bem como tornaria mais dinâmico o polo naval, e ainda possibilitaria a vinda para o Estado de empresas da chamada linha branca. A Secretaria da Indústria e Comércio já contabiliza a assinatura de protocolos de intenção, é o que informa a assessoria de comunicação da SIC.

 “Com o início das operações de Caetité a Bahia será o terceiro maior produtor de minério de ferro do Brasil, respondendo pela produção de 60 milhões de toneladas por ano. A secretaria tem recebido a manifestação de várias empresas no intuito de se instalarem no Estado, mas os projetos estão sob análise. É nossa intenção que uma siderúrgica de ponta seja instalada no distrito industrial que está sendo planejado para o Complexo Porto Sul. Ele receberá através da Ferrovia Oeste Leste a produção de minério da Bahia. Entendemos que é mais vantajoso comercialmente para a Bahia exportar produtos finais que commodities”, explica a assessoria

IMIC – Documento produzido pelo Instituto Miguel Calmon em parceria com associados dá conta de que a Bahia precisa de uma siderúrgica de ponta para fabricação de aços planos. Segundo o presidente do IMIC, Adary de Oliveira, “já temos instalado no Estado uma siderúrgica de aços longos que fabrica os chamados vergalhões e cantoneiras que tem principal aplicação na construção civil. O que nós precisamos é de uma grande siderúrgica de aços planos matéria-prima para a fabricação de chapas metálicas a serem utilizadas principalmente na indústria automobilística, naval e de eletrodomésticos. Poderímos atrair indústrias dos chamados produtos de linha branca, que hoje se concentram  no Sudete do País. A produção das chapas atenderia também a demanda da automobilística Ford que consome aproximadamente 160 mil toneladas por ano e hoje é abastecida por uma siderúrgica de São Paulo”.

Oliveira analisa os impactos desta nova siderúrgica a partir da instalação do Polo Naval. “A Bahia terá uma grande demanda de aços planos. A matéria-prima para esta nova usina é o ferro esponja e ele já é produzido em larga escala no Estado. Temos na Bahia as condições perfeitas para abrigar esta siderúrgica. Além da matéria prima há reserva de gás natural. Hoje produzimos 10 milhões de metros cúbicos por dia e com a entrada em operação da El Paso, em Camamu, a produção vai ser ampliada. Com isso nosso Estado terá uma sobra entre 4 a 5 milhões de metros cúbicos por dia”, esclarece.

A equipe de reportagem entrou em contato com o Complexo Industrial Ford Nordeste para saber maiores informações a respeito da demanda interna de aços planos, mas a assessoria de comunicação da montadora informou através de nota que “por ser informação considerada estratégica, a empresa não pode confirmar dados sobre a demanda de aço”.

Leia mais na Tribuna da Bahia

To Top
%d blogueiros gostam disto: