Política

Conselheiros trocam palavrões, denúncias e agressões no TCE

Seguranças do Tribunal tiveram que agir para evitar uma confusão ainda maior. França Teixeira e Pedro Lino trocaram acusações graves durante sessão.

“Filho da p., descarado, viado”. Foi com essas palavras, disparadas pelo conselheiro França Teixeira contra o conselheiro Pedro Lino, que se encerrou nesta quinta-feira uma das mais conturbadas  sessões dos últimos tempos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA). A troca de acusações entre os pares quase leva os dois conselheiros a se agredirem fisicamente no Plenário, onde Teixeira chegou a tirar o cinto ao partir em direção de Lino.

O  clima de caça às bruxas foi alimentado pelo polêmico ofício do governador Jaques Wagner ao órgão na semana passada. No documento,  que será debatido ainda na sessão da próxima terça-feira, o petista exigiu providências cabíveis contra  Lino – relator das contas de 2008 do governo, acusado por Wagner de ter feito distorções graves no seu relatório simplificado, onde defendeu a desaprovação das contas.

Após questionar omissão feita, por matéria no site do TCE, de sua autoria de requerimento aprovado no Plenário, onde solicitou a publicação  do ofício de Wagner, o conselheiro França Teixeira disparou metralhadora giratória na sessão. França denunciou suposto esquema de distribuição de passagens aéreas para Portugal, patrocinadas pelo TCE, para o auditor do  órgão Pedro Humberto Teixeira Barreto, ex-conselheiro substituto de Pedro Lino. 

“Entre os 30 jurídicos do Tribunal é o único que tem experiência para ir a Portugal? Eu não posso pactuar com isso”, destacou apontando supostas motivações pessoais nas viagens.  França Teixeira responde a processos no STJ por calúnia, difamação e crime contra a honra, movidos por Castro e Barreto.

França acusou Lino de, desde  21 de março de 2005, ser encarregado de produzir um regimento para o TCE  e até agora não ter feito nada. “Fez bem em não fazer porque nada que esse tribunal produz é legítimo”, ironizou.  França lembrou ainda processo movido pelo auditor Ademar Martins Gomes que aponta irregularidades na indicação de Lino para o TCE, de 2002.

“Será que foi aquele que chamava os adversários de burro que fez isso para protegê-lo?”, indagou França, em referência ao ex-senador Antônio Carlos Magalhães.

Com informações do A Tarde

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