Economia

Uruçuca exporta búfalos para a Ásia

As Filipinas querem adquirir sete mil animais do Brasil. Para o produtor, o búfalo é uma boa fonte de investimento e o sul baiano é um lugar apropriado para a criação.

Os primeiros búfalos que o sul da Bahia exporta para as Filipinas foram embarcados na manhã desta quinta-feira (5), na fazenda Bom Sossego, em Uruçuca. É o segundo envio para o exterior realizado pelo estado em menos de um ano.

O primeiro foi para a Venezuela. As 76 fêmeas das raças murrah, mediterâneo e jafarabade irão se juntar a outros 1.726 animais dos estados do Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais que serão exportadas do Brasil.

Os búfalos têm um peso médio vivo de 240 quilos e cada animal foi vendido por R$ 900, valor maior que o gado bovino, cotado a R$ 70 a arroba. Técnicos da Ásia passaram dois meses no Brasil visitando as propriedades e escolhendo os animais.

Eles vão percorrer 1.550 km de Uruçuca até a fazenda São Sebastião, em Campo Florido, triângulo mineiro. Três caminhões transportam os bubalinos, que enfrentarão 48 horas de viagem até a cidade, vizinha a Uberaba.

Em Minas Gerais, os bubalinos ficarão em quarentena, recebendo uma alimentação especial e sendo acompanhados durante todo o tempo por técnicos do governo. Eles seguem depois para o Porto de Santos e de lá embarcam em um navio.

Serão 29 dias de viagem até chegar às Filipinas, onde serão usados em um programa governamental de combate à pobreza. Os búfalos serão doados a famílias pobres do meio rural para que se tornem fonte de renda, trabalho e alimentação.

O animal é forte produtor de leite e tem uma carne saudável, com 40% menos colesterol, 11% mais de proteína, 10% mais minerais e 55% menos calorias que os bovinos. As Filipinas querem adquirir sete mil animais do Brasil.

Segundo o produtor Abelardo Ribeiro, a Bahia tem rebanhos de alta qualidade e um dos melhores controles sanitário do país, há anos zona livre de febre aftosa, fatores que, segundo ele, estão permitindo a exportação.

Para o produtor, o búfalo é uma boa fonte de investimento. “Eles têm uma fácil adaptação ao clima sulbaiano e maior resistência. Comem leguminosas e até tiririca, que o gado bovino rejeita”.

Fonte: Jornal A Região

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