Meio Ambiente

Instalação de usinas termelétricas em Sapaeaçu gera protestos

O Conselho Estadual do Meio Ambiente – CEPRAM se reuniu nesta sexta-feira(6) , às 9h, na sede do IMA (Instituto do Meio Ambiente), no bairro Monserrat em Salvador, para deliberar sobre a licença ambiental para a instalação de duas usinas termelétricas na localidade de Jenipapo, zona rural do município de Sapeaçu, no Recôncavo baiano.

Na reunião os membros do Conselho apreciaram o relatório emitido pelo O IMA – Instituto do Meio Ambiente que definiu pela reprovação do projeto. Contudo, o CEPRAM poderia ou não seguir o parecer do IMA. Moradores de Sapeaçu e de municípios vizinhos, representantes de grupos ambientais contrários à instalação das usinas realizaram uma grande mobilização para acompanhar a reunião do CEPRAM na capital. 

Ambientalistas e parte da população de Sapeaçu (156 km de Salvador) um município com 18 mil habitantes, que vivem na sua maioria do cultivo de citros, mandioca, milho e pecuária, temem a poluição que possa ser gerada pelo funcionamento das usinas. As termelétricas utilizam óleo pesado (OCB1) para funcionar. Os empreendimentos fazem parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Recôncavo baiano e já deveriam estar concluídos em janeiro de 2010.

Mobilizações de moradores e ambientalistas com representação no Ministério Público Federal, além de outras ações e o não-licenciamento ambiental pelos órgãos competentes, não permitiram a evolução das obras. O projeto do governo federal prevê a implantação de mais uma usina termelétrica em Sapeaçu, com prazo de funcionamento para 2013.

O presidente da Multiner, empresa vencedora na licitação pública realizada pela ANEEL(Agência Nacional de Energia Elétrica) para a concessão da geração de energia com a instalação de Usinas Térmicas, localizadas na Bahia, Jorge Boueri, disse que não há risco para a população com o as atividades das usinas, porque, segundo ele, as unidades utilizam tecnologia de ponta para funcionar.

Para os integrantes do Movimento Termoelétricas Jamais, a empresa ainda não conseguiu esclarecer questionamentos sobre a emissão de gases na atmosfera, tampouco sobre as características do óleo (OCB1)  e não estão convencidos com as explicações fornecidas pela Multiner sobre o funcionamento das usinas, por isso prometem seguir na luta contra a implantação das usinas.

“Não estamos convencidos com as informações prestadas até agora pela Multiner”, disse o coordenador do movimento e PHD em Química, Silvonido da Silva Borges.

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