Política

TSE pode cassar o quarto governador neste ano

Na próxima terça-feira (17), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decide se cassa ou mantém o mandato do governador de Rondônia, Ivo Cassol (PP). O governador é acusado de compra de votos e abuso de poder econômico durante a campanha eleitoral de 2006.

O julgamento dá força a uma discussão que vem tomando corpo por conta da atuação rigorosa do tribunal em casos de abuso político: a Justiça está substituindo as urnas?

A questão surge do fato de que as eleições de 2006 em nove estados – um terço da federação – tiveram ou terão um terceiro turno no TSE. Só este ano, cinco governadores já foram julgados pelo tribunal. Três tiveram os mandatos cassados: Cássio Cunha Lima (PSDB) na Paraíba, Jackson Lago (PDT) no Maranhão e Marcelo Miranda (PMDB) em Tocantins. Na prática, ao cassar os três governadores eleitos, o tribunal anulou 2,7 milhões de votos.

Os governadores Luiz Henrique da Silveira (PMDB), de Santa Catarina, e Waldez Góes (PDT), do Amapá, foram julgados e absolvidos. Além de Cassol, outros três governadores correm risco de cassação: Marcelo Deda (PT), de Sergipe, José de Anchieta Júnior (PSDB), de Roraima, e Carlos Henrique Amorim (PMDB), em Tocantins. Este último ocupou o lugar do cassado Marcelo Miranda por eleição indireta e já está com o mandato em jogo.

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