Política

Rapidinhas – Políticos encaram ida ao “Bonfim” como largada para a eleição

A Lavagem do Bonfim nesta quinta-feira (14) serviu como uma largada para as próximas eleições, em outubro. Durante o trajeto, da Igreja da Conceição da Praia à Catedral do Bonfim, no Largo de Roma, partidos e políticos mostraram as suas caras.

O pelotão do governador Jaques Wagner (PT) saiu na frente, acompanhado por integrantes do seu partido e os aliados do PDT, PSB, PCdoB e alguns do PV e PP.

Força pro Haiti

 

“Espero que este começo do ano religioso traga paz e saúde para todos nós. Precisamos orar também pelo povo do Haiti para superar a tragédia que aconteceu lá”, disse Wagner, no meio da caminhada. Devido ao grande número de pessoas e ação dos seguranças, ficou difícil falar com o governador no meio do trajeto para o Bonfim. Wagner, contudo, ainda comentou sobre a segurança pública, tema recorrente na cidade.

União contra as drogas

 

“A Policia está a cada dia mais preparada, mas esse é um problema de todos. Ontem mesmo eu conversei com o Presidente Lula sobre isso. Mas a segurança está melhor do que era antes. Estamos com mais policiais, mais modernidade, embora ainda precisamos fazer uma união contra as drogas”, disse Wagner. Caminhando ao lado do governador, o secretario de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Nelson Pelegrino, informou que o Estado já está com uma ação estratégica para o combate às drogas.

Crack é luta de todos

O secretário destacou que as ações já começaram e já apresentam efeitos claros, sendo a principal delas a apreensão dos líderes do tráfico. Apesar disso, Pelegrino apontou que, sobre as drogas, o crack representa o maior problema a ser enfrentado. “As ações consistem com reforço e policiamento ostensivo, ronda nos bairros e ações humanas com o cidadão, que nós vamos atacar agora. Estamos fazendo o possível, mas o combate ao crack é uma luta que precisa da ajuda de todos”, conclamou Pelegrino.

Waldir no Senado

 

O ex-ministro Waldir Pires também acompanhou o bloco do governador Wagner. Indagado se aceitaria disputar a eleição do Senado, caso fosse indicado, Waldir responder de prontidão. “Claro”. E o apoio? “Acho que da grande maioria do PT”, respondeu. O ex-ministro explicou ainda por que a disputa do Senado o atrairia. “A gente tem que lutar sem parar. Se o meu partido e o povo desejarem, eu vou cumprir com o meu dever”, disse Waldir, que seguiu firme na caminhada para o Bonfim, sempre parado para uma foto ou um abraço de populares.

PDT forte

 

Logo atrás do PT estavam agrupamentos dos partidos da base governista. O PDT, com uma participação destacada, vestia uma camisa com os dizeres “Axé, Já que tens fé”. Além de contar com um bom número de militantes da Juventude Socialista, Movimento Negro, Movimento Mulheres e Movimento Sindical, a legenda contou ainda com representantes da direção, como o presidente Alexandre Brust, o deputado federal Marcos Medrado, que ressuscitou o lema “unindo forças”, o deputado estadual Roberto Carlos, e o pré-candidato a deputado federal Félix Júnior.

PCdoB e PSB

O PCdoB e o PSB também formaram o bloco que seguia o governador Jaques Wagner. À frente dos comunistas os deputados Álvaro Gomes (estadual) e Alicie Portugal (federal), a vereadora Aladilce Souza e militantes. Os socialistas também estiveram agrupados, animados por uma charanga. A deputada federal Lídice da Mata, como fez em outras oportunidades, esteve mais ao lado do governador Wagner.

 

Oposição com forte presença

Os oposicionistas, liderados pelo ex-governador Paulo Souto e o depurado federal ACM Neto (Democratas) e o ex-prefeito Antônio Imbassahy (PSDB), também tiveram uma boa presença na festa do Bonfim. Durante o cortejo, tanto o ex-governador Souto quanto ACM Neto foram bastante cumprimentados por populares. Abraços, beijos e gestos com as mãos se repetiram. “Estamos cumprindo uma tradição, renovando a fé, como fazemos todos os anos. Mas não deixa de ser uma avaliação da receptividade”, disse Imbassahy, satisfeito com o que via.

Souto muito saudado

 

O ex-governador Paulo Souto esteve bem à vontade. Vestindo branco, o democrata esteve sempre com um semblante alegre, correspondendo a todos os acenos da população. Souto fez um verdadeiro corpo a corpo, beijando e abraçando pessoas de todas as faixas e classes. “A festa tem um sentimento religioso e todos os anos fazemos isso. Agora, não tenha dúvida que estamos satisfeitos com o carinho do povo”, disse. Não era para menos. A nossa reportagem acompanhou os passos de Souto durante um bom tempo. Durante todo o percurso, ele foi abraçado e teve o seu nome gritado por populares.

Cedo para avaliações

Souto informou que as conversas sobre a formação do palanque da oposição para a futura eleição continuam, mas que, no momento, não existe novidade. Sem tecer criticas diretas ao governo estadual, ele recorreu ao espírito de mudança para explicar a receptividade que recebia. “As pessoas estão esperando as coisas ficarem claras para poder se posicionarem. Ainda é muito cedo para maiores avaliações”, comentou.     

Casar por amor

 

Curtindo o recall da última eleição, o deputado ACM Neto não parava de abraçar e ser abraçado. Suado, Neto ignorava o calor e correspondia aos acenos do público. “Isso é muito bom”, disse o democrata, sempre cortado por um novo aceno. Neto comentou que compreende a posição do senador César Borges de ainda não ter se decidido em qual palanque vai estar na futura eleição. “Na vida se casa por convicção e por amor. Eu conheço o César. Tenho convicção que ele vai casar por amor”, avaliou.

Configuração da chapa

Neto disse ainda que estava cedo para definição da chapa oposicionista que vai disputar o governo e que só depois de se esgotar as conversas com os partidos é que se terá uma configuração. “Vamos sentar para dialogar com os partidos. Somente quando se esgotar as conversas, poderemos ter uma configuração da chapa”, disse.

Zé Ronaldo

 

“Vejo o carinho do povo como uma resposta a um grupo que trabalha e trouxe o progresso para o nosso estado”, disse e ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho, também presente na caminhada e comentando a receptividade dos populares.

Unidade

Com um forte agrupamento de pessoas, que não se dispersou em momento algum, tucanos e democratas caminharam juntos até o Bonfim com políticos como, além dos já citados, o vice-prefeito de Feira de Santana Paulo Aquino, os deputados federais Jorge Khoury, João Almeida e Fábio Souto, os estaduais Heraldo Rocha, Paulo Azi, Júnior Magalhães, Misael Filho, Rogério Andrade e Elmar Nascimento, prefeitos e lideranças de Salvador e interior.

 

César Borges ficou no meio

O senador César Borges, presidente estadual do PR, ficou entre a ala governista e a oposicionista. A sua posição não poderia ser outra, uma vez que no campo político ele segue indefinido sobre o palanque que vai estar na eleição de outubro. “Estamos avaliando. Deveremos reunir o partido depois do Carnaval para tomarmos uma decisão. Faremos o melhor para a Bahia”, disse Borges, sem dar mais detalhes.

Administrar o capital

 

A ex-primeira dama do Estado Tecia Borges não quis contrariar o marido e afirmou que não tem preferência sobre os nomes já colocados para disputar o governo. “Minha preferência é o meu marido. O que ele seguir, será a minha”, disse. O deputado José Rocha quer a unidade e elogiou o senador. “O Cesar (Borges) ganha em qualquer situação. Basta ele saber administrar o capital político que conquistou”, disse Rocha, comentando sobre a situação do senador.

PPS na oposição

Nessa mesma situação encontra-se o PPS, que participou da caminhada sem muito estardalhaço. Com o presidente George Gurgel á frente, a legenda manteve as dúvidas que lhe segue nos últimos meses: em qual palanque vai estar na eleição de outubro. “O partido deverá ter duas posições já firmadas: estar próximo da oposição e trabalhar pela candidatura do governador José Serra para a presidência”, disse Gurgel.   

        

Por Evandro Matos

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