Saúde

Presidente Dutra: Transexual agredida por frentista precisa ser transferida para Salvador

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou nesta terça-feira (9) o frentista Domingos Mendes Machado Neto, acusado de tentar matar a transexual Bárbara Trindade, no último dia 2 de abril, no município de Presidente Dutra, na região de Irecê.

Segundo a denúncia, Domingos Neto, “mediante dissimulação e recurso que impossibilitou a defesa da vítima”, disparou tiros de armas de fogo contra ela, acertando a região próxima do ouvido esquerdo e a coluna cervical. O atentado deixou Bárbara tetraplégica.

De acordo com o MP, no dia do crime o frentista agendou um “encontro amoroso” com Bárbara, via aplicativo de troca de mensagens, e combinou que a buscaria na Rua Vereador João Rocha, nas proximidades da Câmara Municipal, para de lá partir em direção a uma residência. Domingos Neto teria chegado numa carona de uma motocicleta, cujo motorista não foi identificado, e teria disparado contra Bárbara logo após descer do veículo.

A ação penal é assinada pelos promotores de Justiça Áviner Rocha Santos, Edna Márcia Souza de Oliveira, Fábio Nunes Guimarães e Igor Clóvis Miranda. Na denúncia, eles afirmam que “o encontro designado pelo algoz serviu para dissimular sua real intenção e, dessa forma, diminuir a vigilância da vítima, permitindo eficiente ataque contra a vida alheia”.

Precisa ser transferida para Salvador

Apresentando grave quadro de infecção hospitalar, a transexual e militante do PSOL, Bárbara Trindade necessita com caráter de urgência de transferência para um hospital em Salvador para cirurgia na medula. Bárbara está internada em Irecê e ficou tetraplégica em abril, quando sofreu uma tentativa de homicídio por parte de seu ex-parceiro.

O problema é que o Governo do Estado alega ausência de leitos para receber a jovem, mesmo após a Justiça ter concedido a liminar de transferência da vítima para realização de serviço especializado em traumatismo raquimedular (TRM) e a avaliação com transporte em unidade de suporte avançado, em estabelecimento público ou particular. Com a demora, há risco de que a militante não consiga recuperar o movimento dos braços, que teria sido curado com mais facilidade se ela já tivesse realizado o procedimento.

“Os médicos disseram que agora, provavelmente, ela não vai mais conseguir recuperar os movimentos dos braços porque a cirurgia já era pra ter sido realizada. As chances diminuem a cada dia. Ela precisa, pelo menos, manter o controle do tronco”, afirmou a militante do Coletivo LGBTT do PSOL de Irecê, Rubi Santos. (Informações do Irecê Repórter e Bahia Noticias).

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