Economia

Concursos públicos abrirão mais de 15 mil vagas até dezembro

Se o primeiro semestre não foi muito animador para quem almeja ingressar no serviço público, os próximos seis meses prometem. Levantamento realizado pela reportagem mostra que, pelo menos, 15.830 vagas serão abertas até dezembro, sendo que 2.907 com lotação no Distrito Federal (veja quadro abaixo). Enquanto que de janeiro a junho, a maioria das oportunidades foi para as Forças Armadas ou para participar de censo no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em contratos temporários, as seleções que estão por vir fazem brilhar os olhos dos concurseiros.

Uma boa notícia para a administradora de empresas Giovanna Zucoloto, que após 15 anos atuando na iniciativa privada resolveu largar tudo para se tornar uma servidora pública. Desde que decidiu sair do emprego, estuda para concursos. “Eu assisto aula de manhã e gravo sempre as explicações dos professores. Então ouço tudo depois no carro, parei até de ouvir música, quando cozinho também”. A administradora contou que no começo da vida de concurseira era difícil lidar com a ansiedade e o medo dos editais saírem ou não, mas agora está convicta de que seu esforço vai valer a pena.

Entre os certames que despertam maior interesse estão o para a Câmara Legislativa do Distrito Federal, com 86 vagas para cargos de níveis médio e superior – consultor e procurador – e o para o Tribunal Superior do Trabalho, que ainda não divulgou o número de postos, mas vai oferecer chances para técnicos e analistas judiciários. Ambos os órgãos escolheram a mesma empresa para organizar os processos seletivos, a Fundação Carlos Chagas. Mas, o que realmente chama a atenção de quem quer ser servidor são os salários, que chegam a R$ 15.123,30, na CLDF, e a R$ 10.119,93, no TST.

Ainda na capital federal, a seleção da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEDESTMIDH) faz com que os concurseiros do Distrito Federal corram para os cursinhos preparatórios a fim de garantir uma das 314 oportunidades previstas. A comissão organizadora foi montada no mês passado. As chances também serão para os níveis médio e superior, para a carreira pública de assistência social. Os salários vão de R$ 2,6 mil a R$ 4.135,26 e a jornada de trabalho é de 30 horas semanais. Quem tem nível superior poderá concorrer a áreas de pedagogia, assistência social, psicologia, direito, nutrição e educação social. Já as vagas de nível médio serão para agente social e técnico administrativo.

Outro concurso que chama atenção pelo grande número de oportunidades é o da Polícia Militar também do DF. O concurso deverá preencher 2.024 vagas para soldado, que aceita inscritos com qualquer curso de nível superior. As chances serão distribuídas entre os postos de soldado combatente (500), soldado especialista corneteiro (18) e soldado especialista músico (6). As outras 1,5 mil vagas serão para formação de cadastro reserva. Em junho, o Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades) foi habilitado como a banca organizadora da seleção que promete movimentar Brasília. O último concurso da PM registrou mais de 27 mil inscritos para as mil vagas abertas em 2012.

Além da considerável quantidade de vagas, a remuneração para soldado no DF é uma das melhores do país, com inicial de até R$ 5.486,12, incluindo benefícios, para soldado de 2ª classe, e de R$ 6.825,79 para soldado de 1ª classe. Mas, como todo concurso para área militar que se preze, o regulamento terá suas restrições, tais quais limite de idade (entre 18 e 30 anos) e de altura (mínima de 1,65m para homens e 1,60m para mulheres).

De acordo com o professor de informática do IMP Concursos, de Brasília, e especialista na área, Deodato Neto, os estudantes podem sim esperar boas seleções até o fim do ano. “Agora o cenário mudou, e para melhor, temos vários e bons concursos previstos para este segundo semestre. O mercado está bem aquecido devido a rumores de nomeação, escolha de bancas e formação de comissões organizadoras”, disse. (Colaborou Camila Bairros, estagiária sob supervisão de Rozane Oliveira)

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