Cultura

Teatro vai ganhar nova versão de O Auto da Compadecida

Uma das obras mais populares de Ariano Suassuna, O auto da compadecida ganhará nova versão nos teatros, em formato de musical. O espetáculo terá direção geral de Bruno Rizzo, que foi autorizado pelo Ministério da Cultura a captar R$ 7,156 milhões via Lei Rounet. O projeto prevê dois meses de ensaios em São Paulo, onde a peça deve estrear no segundo semestre de 2018. Ao todo, a temporada de quatro meses na capital paulista abarcará 80 apresentações.

O filme homônimo de Guel Arraes, lançado em 2000, deve estar entre as referências. Além de Bruno Rizzo, que já capitaneou os espetáculos O grandioso mágico de Oz, Cinderella e Broadway nights, a nova versão de O auto da compadecida terá direção de Caco Milano (Uma crônica musical de Henry Maksoud e Os sonhos de um sonhador), direção musical de Eduardo Pereira e coordenação de produção de Emerson Jussiani. Os atores que comporão o elenco ainda não foram divulgados.

“Para este projeto, serão compostas músicas, arranjos e trilhas inéditas, criando assim uma nova forma de apresentar o clássico, mantendo a sua estrutura. Com figurinos impecáveis, cenário que utilizará desde grandes elementos cênicos até projeções mapeadas em 3D para engrandecer ainda mais o visual desta grande produção. O musical trará todo encanto desta história amada por todos e ainda elementos novos, como orquestra ao vivo, músicas e efeitos que encantarão o público”, diz a justificativa do projeto apresentado ao MinC. Os ingressos custarão em torno de R$ 100 e R$ 50 (meia), sendo 30% distribuídas gratuitamente por conta da cláusula de democratização de acesso à cultura, necessária para aceitação do projeto.

Outras homenagens

Outros aspectos da obra de Ariano Suassuna continuam sendo lembrados em produções culturais. À luz dos 90 de nascimento do dramaturgo paraibano naturalizado em Pernambuco, comemorados em 16 de junho, a companhia Barca dos Corações Partidos estreou no Rio de Janeiro o espetáculo musical Suassuna: O auto do reino do sol. A obra, com texto de Bráulio Tavares, encenação de Luís Carlos Vasconcellos e músicas inéditas de por Chico César, é composta por elementos do universo criado por Ariano, desde referências sutis até alusões mais enfáticas, como a presença de citações às obras O auto da compadecida e Uma mulher vestida de Sol. 

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