Política

PR aguarda nova janela para “engordar” sigla e definir entre Rui e Neto na eleição de 2018

O PR continua sendo o partido da base do governador Rui Costa que busca ganhar musculatura para disputar uma das vagas na chapa majoritária, além de ampliar a participação na gestão do petista. Com três deputados federais (José Carlos Araújo, Jonga Bacelar e Zé Rocha) e uma secretaria estadual, a de Turismo, os republicanos não escondem o desejo de ter mais espaços no governo.

 

Dentro da estratégia para subir escadas e aumentar a capacidade de barganha política, o PR costura, através de Jonga Bacelar, a entrada do também deputado federal Ronaldo Carletto, atualmente no PP, para suas fileiras. A expectativa é de que o pepista não venha sozinho. Como noticiado, há costuras para o ingresso de Roberto Britto (PP) na esfera federal.

 

As “transferências” dependem do que será aprovado pelo Congresso Nacional no remendo de reforma do sistema eleitoral que está cheio de nós na Câmara dos Deputados. O principal ponto neste emaranhado de propostas é o que se discute uma nova janela migratória ainda este ano.

 

Caso seja permitida a migração sem o risco de perda de mandado e carregando o tempo de televisão e fundo partidário, no caso dos deputados federais, o ambiente ficará permeável para as movimentações.

 

Neste cenário, a legenda que mais contribui para a “engorda” do PR é o PSL. Após a atabalhoada entrada do ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo, no partido, outros deputados estaduais também engrossaram a fileira do pequeno PSL e agora querem sair para legendas maiores.

 

O decano da ALBA Reinaldo Braga, Manasses, Alan Castro são exemplos de deputados estaduais que estão negociando a saída nos bastidores. Reinaldo já sinalizou que deve voltar ao partido de origem na atual legislatura, o PR.

 

Nesta semana, os três estiveram em Brasília para reuniões políticas, incluindo uma agenda com o deputado federal Paulo Azi, do DEM, mas esta é outra porta aberta para o futuro no caso de migração em bloco.

 

Os três do PSL são cotados no PR. Um quarto membro do partido também pode integrar as fileiras do PR. O próprio Nilo não nega a possibilidade de ir para o Partido da República, mas se Nilo for, Nelson Leal, que é outro membro do PSL, não irá. Leal foi escolhido pelo ex-presidente da Assembleia como “boi de piranha” quando foi derrotado na disputa pela permanência no comando do Legislativo baiano.

 

Esta miscelânea pode ser organizada de forma favorável ao PR. Atualmente, o partido não conta com nenhum deputado estadual. Passará, em caso de “tudo dar certo”, a ter cinco (os quatro do PSL e Robinho que é ligado a Carletto e atualmente está no PP). Terá também cinco federais, pois Carletto deve levar consigo Roberto Brito (também no PP e que disputará a eleição de 2018 como candidato a deputado estadual).

 

Caminhos

Se esse conjunto de possibilidades se concretizarem, o PR pretende sentar-se a mesa com os coordenadores das duas principais campanhas no âmbito estadual. Rui Costa e ACM Neto (DEM). Na base do governo petista já há previamente o descarte de Carletto como candidato ao Senado, portanto, é provável que o caminho do partido seja a chapa majoritária liderada pelo prefeito de Salvador.

 

Para Neto será uma vitória importante neste jogo de “xadrez” meio caótico. Na largada já ganha um argumento político por ter conseguido tirar do governo um partido. Soma-se isso, uma chapa competitiva para os legislativos federal e estadual.

 

Todo este desenho está em análise, assim como outros tantos comuns neste período de planejamento de estratégia eleitoral. Há, obviamente, uma margem de erro maior que a de pesquisas eleitorais. (Informações do Bocão News).

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