Economia

Banco Central reduz taxa básica de juros para 8,25% ao ano

Como esperado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic (a taxa básica de juros) em 1 ponto porcentual, de 9,25% para 8,25% ao ano. O corte foi o oitavo consecutivo e coloca a taxa da Selic em seu menor patamar desde maio de 2013, quando estava em 8,00% ao ano.

A decisão era largamente esperada pelos economistas do mercado De um total de 55 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, todas contavam com o corte de 1 ponto porcentual da Selic.

No curtíssimo prazo, a avaliação é de que a conjuntura econômica que permitiu ao Banco Central (BC) reduzir a Selic em um ponto porcentual na reunião de julho continuam presentes. Além disso, o baixo dinamismo econômico pode, segundo economistas, permitir novo corte dessa magnitude para estimular a atividade.

A única preocupação é o cenário fiscal conturbado, mas os analistas acreditam que essa incerteza provoca cautela em relação ao patamar da Selic no fim do ciclo de queda ou até mesmo no novo ciclo de alta que alguns já têm no radar, mas não deve afetar os planos imediatos do BC.

A incerteza cada vez maior em relação à aprovação da reforma da Previdência em 2017 se insere nesse cenário. “A aprovação da reforma este ano ajudaria no sentido de não ter que elevar a taxa de juros no futuro ou de não ter de aumentá-la tanto. Mas, para o momento atual, não tem muito influência. O determinante agora é a queda da inflação e a necessidade de estimular a atividade”, afirmou o economista Daniel Gomes da Silva, do Modal Asset Management.

A economista Camila Abdelmalack, da CM Capital Markets, lembra que o ambiente que o BC vai encontrar nesta reunião é muito mais estável que em julho, quando a incerteza sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer contaminava o cenário.

Isso reforça, segundo ela, que o espaço para manutenção do ritmo de recuo continua aberto. “Não houve nenhuma alteração negativa no quadro que justificasse uma redução do ritmo corte e, então, O BC deve aproveitar essa desaceleração da inflação para mantê-lo.”

Além disso, embora avalie que o final do ciclo de queda está se avizinhando, com a taxa terminando em 7,25%, a sinalização do BC é de que não é necessário diminuir a velocidade de queda dos juros para indicar a proximidade do ponto final, de acordo com a economista da CM Capital. (Informações do Estadão Conteúdo).

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