Política

Nilo contratou 72% das pesquisas do Babesp nas 03 últimas eleições

Alvo de operação da Policia Federal na manhã desta quarta-feira (13), a empresa Bahia Pesquisa e Estatística (Babesp), conhecida no meio político como “DataNilo”, registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) 39 levantamentos nas eleições de 2016, 2014 e 2012, dos quais 28 (o que corresponde a 72% do total) foram contratadas pelo deputado estadual Marcelo Nilo (PSL).

De acordo com dados do TSE, na eleição passada, o instituto fez duas pesquisas em Salvador, no mês de setembro, e 12 em cidades do interior, das quais três foram para Euclides da Cunha. Irecê e Livramento de Nossa Senhora tiveram dois levantamentos.

O ano de 2016 foi o único em que Nilo não contratou todas as pesquisas da empresa – pagou apenas três. Neste ano, o suposto dono da Bapesp, Roberto Pereira Matos, contratou dois levantamentos. Prefeitos e deputados também assinaram a contratação das pesquisas.

Em 2014, a Bapesp fez cinco pesquisas nacionais e cinco no âmbito estadual. Neste ano, Nilo foi eleito o deputado estadual mais votado da Bahia.

Em 2012, nas eleições municipais, foram realizadas 15 pesquisas, das quais cinco na capital baiana e cinco para Camaçari, na Região Metropolitana.

A ação desta quarta investiga se foi cometido o crime de falsidade eleitoral. Há suspeita de manipulação do resultado das pesquisas eleitorais divulgadas pela Babesp.

Tendência pede expulsão do PSL

A tendência Livres, do PSL, pediu nesta quarta-feira (13), a expulsão do deputado Marcelo Nilo do partido, após ação da Polícia Federal realizada contra o parlamentar no âmbito da Operação Opinião.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa é presidente estadual da sigla. Foram cumpridos nesta quarta mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao parlamentar, investigado por crime de falsidade eleitoral.

“Defendemos o aprofundamento das investigações, eventuais punições exemplares dos envolvidos em ilicitudes e a expulsão IMEDIATA do senhor Marcelo Nilo do PSL”, diz trecho do comunicado do Livres Bahia.

Segundo o grupo, de tendência liberal, apesar do direito de defesa e das investigações ainda em andamento, Nilo “não reúne condições políticas mínimas para presidir o partido, uma vez que o mesmo encontra-se em absoluta divergência com todos os princípios éticos e ideológicos do LIVRES”. (Informações do Bahia.Ba).

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