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Após pneumonia, Vera Fischer estreia peça e prepara volta à TV como Hebe

Mais presente no teatro do que na TV nos últimos anos, Vera Fischer prepara seu retorno em grande estilo. Ela viverá Hebe Camargo na série Assédio, de Maria Camargo, sobre a história verídica do médico estuprador Roger Abdelmassih. “Vou usar aquele cabelo bem louro, também quero pegar muito sol, usar aqueles colares todos, joias enormes”, conta a eterna deusa, que completará 66 anos no mês que vem, recuperada de uma pneumonia que quase a matou.

Vera acaba de estrear no Rio de Janeiro, no Teatro Carlos Gomes, a peça Doce pássaro da juventude, de Tennessee Williams. Na montagem dirigida por Gilberto Gawronski, Vera dá vida à atriz Alexandra Del Lago. “Ela é ainda bonitona, mas as pessoas cochicham sobre ela, dizem que está gorda, cheia de rugas. Eu brinco comigo mesma.”

ÉPOCA – Qual foi o motivo das internações recentes?

Vera Fischer – Tive pneumonia depois de fazer uma cirurgia para juntar de novo a musculatura da minha barriga. Não foi uma coisa só estética, foi questão de saúde mesmo. De tanto viajar e comer mal, uma bactéria se alojou em mim. Tive de fazer um corte na barriga, na altura da marca do biquíni. Na recuperação veio a pneumonia, e fiquei no CTI por dez dias. Fiquei com medo, quase morri, estava por um fio. Aí eu renasci, consegui escapar.

ÉPOCA – Ainda tem medo de subir ao palco?

Vera – Sofri até gastrite nervosa em minha primeira peça. Eu tinha um medo brutal de ir para o meio do palco. Para mim, só os deuses do Olimpo que podiam ir ali para a boca de cena. Ainda não fico totalmente à vontade, dá um frio na barriga, acho que isso nunca vai passar, mas no teatro encontrei minha família, porque só tenho mesmo meus dois filhos. Meu irmão já morreu e meus pais também. Até musical eu gosto e faria. Uma voz tipo Maysa, eu consigo fazer, sabe? Já cantei “Lili Marlene” para a Globo, num especial, em alemão.

ÉPOCA – A peça fala sobre a perda da juventude. Como lida com a questão?
Vera –
 Eu tenho uma coisa interior que é jovem. Sou criança mesmo. Hoje, tenho uma noção do que me ajuda: bebo muita água, tomo suco verde, como carne, verduras. Agora, emagreci. Não quero ficar doente em casa ou com preguiça. Mas dói o quadril, dói o joelho, porque eu me movimento muito, pego avião, ônibus. Passo meus cremes caros no rosto, que me ajudam. Não sei como não fiquei careca com tanto spray no cabelo (risos).

ÉPOCA – Mesmo com a crise, tem bom retorno financeiro do teatro?

Vera – No momento, tenho retorno médio, depende muito de para onde a peça vai. Minha vida tem momentos difíceis, de dinheiro e tal. Tive coragem de sair de casa cedo. Fui ser miss, apresentei programa de esporte, trabalhei com Golias, fiz filme e novela.

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