História

Memorial completa três anos difundindo memórias de Jorge Amado e Zélia Gattai

Além disso, cada um dos 15 ambientes projetados, que mantém as características originais do imóvel, traz um assunto diferente sobre a vida de Jorge Amado e Zélia Gattai. “Transformamos os espaços da casa em expositivos, sem perder a atmosfera de um lar. Quem entra aqui continua vendo cômodos como a sala, cozinha, quarto. Aliado a isso, a gente ressalta aspectos da história de Jorge e Zélia, abordando a infância deles, viagens pelo mundo, obras etc.”, explica a neta do casal e coordenadora de Comunicação da Casa do Rio Vermelho, Maria João Amado.

A Casa do Rio Vermelho era o local onde Jorge e Zélia recebiam visitas ilustres como as do escritor chileno Pablo Neruda e do cantor, maestro e pianista Tom Jobim, além de outras personalidades.

A Rua Alagoinhas, no bairro do Rio Vermelho, reserva um imóvel que é ponto de encontro de pessoas de todas as faixas etárias, desde moradores da capital baiana até intelectuais, estudantes e turistas de várias as partes do mundo. Trata-se do memorial Casa do Rio Vermelho – Jorge Amado e Zélia Gattai, que comemora, nesta terça-feira (7), três anos de funcionamento após passar por uma completa reforma promovida pela Prefeitura, em 2014. De lá para cá, o espaço já recebeu aproximadamente 70 mil visitantes.

Ela ficou fechada durante 11 anos após a morte dos ilustres moradores. Agora, fãs, curiosos e admiradores costumam ir ao lugar para conhecer momentos históricos e prestigiar um rico acervo pessoal dos renomados escritores baianos. Com mais de mil metros quadrados, a Casa possui um extenso jardim, onde estão as cinzas do casal.

Quem entra no espaço tem acesso ao rico acervo e documentos importantes de Jorge e Zélia, como cartas trocadas com personalidades nacionais e internacionais, além de poder assistir, em uma tela de cinema, a leituras feitas por famosos de obras do escritor, em 41 vídeos, na “Sala de Leitura”. O público também pode ver, na “Roda de Conversa”, no quintal da casa, vídeos com depoimentos de personalidade, amigos e familiares do casal de escritores. No total, em todo o memorial, são cerca de 30 horas de vídeos e projeções. Já a gastronomia na vida de Jorge e Zélia é retratada no espaço “Cozinha Dona Flor”.

“Recebemos a presença de muitos turistas do exterior, principalmente franceses, argentinos, americanos e ingleses. Muita gente inclusive chega ao Brasil pelos livros de Jorge Amado, para conhecer o homem que ele foi e quem foi sua companheira, Zélia. Ambos, além de serem escritores famosos no nosso país, eram pessoas generosas, com uma riqueza incalculável, que conheciam muito da cultura do nosso país e do mundo”, acrescenta Maria Amado.

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