Política

Candidato, Temer quer aumentar a aprovação para 15% até maio

O presidente Michel Temer admite, nos bastidores, apadrinhar um candidato de fora da política tradicional, caso não viabilize a disputa pela reeleição ao Planalto. Em conversas reservadas, ele tem avaliado que as pesquisas eleitorais demonstram cenário promissor para nomes considerados outsiders e defende que o MDB marque posição em uma disputa que tende a ser pulverizada. Para ser candidato, Temer sabe que precisa se viabilizar eleitoralmente até maio, quando definirá se tentará a reeleição. A meta que foi estabelecida, apelidada de Plano Temer, é de que sua aprovação chegue a 15% e sua rejeição caia para 60%.

Hoje, segundo a última pesquisa Datafolha, realizada no final de janeiro, 6% consideram seu governo ótimo ou bom e 70% o avaliam como ruim ou péssimo.

PLANO B – Com o cenário pessimista, o presidente tem considerado um plano B e começou a sondar empresários e executivos para lançá-los pelo MDB com a condição de defenderem abertamente as realizações de seu governo.

Segundo a Folha apurou, o assunto já foi tratado pelo Palácio do Planalto com os presidentes da Riachuelo, Flávio Rocha, e da Coteminas, Josué Gomes da Silva.

O primeiro, que tem sido também cortejado pelo PSDB, tem o apoio do grupo de direita MBL (Movimento Brasil Livre) e suas ideias são alinhadas à bancada evangélica da Câmara dos Deputados. O segundo já é filiado ao MDB, ficou em segundo lugar na disputa por uma vaga de senador em 2014 por Minas Gerais e é filho do ex-vice-presidente José Alencar, morto em 2011.

PARENTE E DORIA – O presidente chegou a cogitar também a possibilidade de filiar o presidente da Petrobras, Pedro Parente. Ele tem resistido a uma candidatura, mas o governo avalia que pode mudar de ideia até abril.

O prefeito de São Paulo, João Doria, também já foi procurado pelo MDB para se lançar ao Planalto, mas respondeu que pretende seguir no PSDB e disputar o governo de São Paulo.

O movimento do Palácio do Planalto tem como objetivo encontrar um meio para não apoiar de forma nenhuma a candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pelo PSDB. O distanciamento do tucano do governo, sobretudo em relação à reforma previdenciária, irritou o presidente, que não acredita na possibilidade de o governador defender o seu legado no cargo.

SEM ACORDO – Nas últimas semanas, Alckmin tem resistido em discutir com Temer a hipótese de um acordo eleitoral entre PSDB e MDB, em uma estratégia para não ser associado a um governo impopular.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem tentado promover uma aproximação entre Alckmin e Temer, mas o tucano tem resistido ao máximo, o que levou o emedebista a desistir de uma composição.

O presidente só considera ser candidato à reeleição caso sua popularidade melhore até maio, atingindo a meta de aumentar a popularidade de 5% para 15% e reduzir a rejeição de 70% para 60%. (Gustavo Uribe e Talita Fernandes/ Folha de S. Paulo).

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