Cultura

Alderico Sena: “8 de março e a violência contra a Mulher”

Em 08 de março comemora-se o Dia Internacional da Mulher. “A criação do Dia Internacional da Mulher dá-se no final do século XIX, no contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, ao operariado”. Todo ser humano é fruto do seio de uma mulher.

Mulher é uma heroína que cuida de casa, filhos, marido, pais, estudos e do seu campo profissional, quer dizer são três turnos em ação na defesa do bem-estar da família e da sua beleza. É inadmissível a violência cada vez mais crescente contra a mulher, inclusive a do governo quando quer aumentar mais dois anos para a mulher ter direito a se aposentar.

Defendo uma Lei que torne a violência contra mulher crime hediondo e inafiançável, como também a extensão das penalidades, considerando que alguns cidadãos não estão levando a sério a Lei Maria da Penha. No entanto é preciso a mobilização das mulheres na defesa dos seus direitos, considerando que sem pressão não há solução! A sociedade identifica a gravidade da violência apenas quando ela é praticada de modo ostensivo ou chocante.

Denunciar a violência é fundamental para a responsabilização de seus autores. A ausência da denúncia favorece a perpetuação e a repetição da violência contra a mulher.  Quando o querer coletivo representa um querer legal, as normas tendem a ser eficazes.  Qual é a culpa daqueles (as) que não fazem nada para evitar a violência contra a mulher? Qual é a culpa daqueles (as) que criam seus filhos para serem machos, viris, fortes, e suas filhas para serem dóceis submissas e bem-comportadas?

A massa silenciosa é essencial para o êxito da violência. Quem prefere não se envolver, porque acredita que ficará à margem do problema, age em favor da violência. A mulher deve estar no mesmo nível que o homem e ter direitos iguais, dentro do que estabelece o Artigo 5º da Constituição Federativa do Brasil. Parabéns mulheres guerreiras!

ALDERICO SENA –  publicado no Jornal A Tarde, 05/03/2018

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