Economia

Bradesco estuda fechar até 200 agências este ano, diz presidente

Enquanto ajusta sua rede de agências aos novos hábitos dos clientes, que cada vez mais demandam serviços bancários pelos meios digitais, o Bradesco quer ampliar também a oferta de produtos e serviços para elevar os ganhos com a chamada sinergia de serviços junto aos clientes que adicionou à sua base com a incorporação do HSBC Brasil, iniciada em 2017. a afirmação é do novo presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, de 54 anos, que assumiu o cargo oficialmente na terça-feira, dia 13.

“Aumentar o número de produtos por cliente é um objetivo buscado há décadas pelo banco. E cada vez mais. Quanto mais clientes você coloca para dentro, mais novos serviços e produtos podem ser agregados a eles. É muito mais fácil perenizar o relacionamento com o cliente que já está com você do que sair para buscar novos. Isso é mais difícil e custoso. Aumentar o número médio de produtos por cliente é um novo desafio, dadas as necessidades que as pessoas têm hoje, sob todos os aspectos, como seguro de vida, previdência privada, considerando que a reforma da Previdência vai ter que acontecer”, disse Lazari, que teve a sua indicação para a presidência do segundo maior banco privado do país aprovada pelo Conselho de Administração na última segunda-feira.

Lazari afirmou ainda que outra meta do banco, em sua gestão, será dar mais poder aos gerentes de cada agência.

Com a aquisição do HSBC, em 2016, por US$ 5,2 bilhões, o Bradesco adicionou mais 800 agências à sua rede. Atualmente, o banco tem quase cinco mil pontos de atendimento nos quatro cantos do país.

Segundo Lazari, na busca de ganhos de sinergia na ponta dos custos, o Bradesco estuda o fechamento de pelo menos 200 agências ainda este ano. Em 2017, segundo o executivo, já haviam sido fechadas 565 agências. Dimensionar essa redução de custos é um dos grandes desafios do banco neste momento.

“Há um estudo e a expectativa é fechar pelo menos 200 agências este ano. Mas não é só fechamento. Pode ser fechamento ou redimensionamento, já que no mundo de hoje não é preciso uma agência de mil metros quadrados. Uma agência de 400 metros quadrados vai muito bem”,  afirmou Lazari, que participou nesta quarta-feira do World Economic Forum, em São Paulo.

No front da digitalização cada vez maior do banco, o executivo contou que a instituição está fazendo estudos para o chamado ‘open banking’. Trata-se da criação de novos modelos de negócios digitais, através de aplicativos que permitem transações a partir de dispositivos móveis. “Estamos estudando de que forma poderemos agregar isso para nossos clientes”, disse. O desafio digital, no entanto, não significa que o banco irá abandonar o “banco físico”.

(Fonte: Agencia Estado).

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