Política

PMDB, PSDB e PT veem bancadas encolherem com janela partidária

Desde o dia 8 de março, quando começou a janela de trocas partidárias, deputados federais e estaduais estão em intensas negociações para buscar uma performance melhor na eleição de outubro. A seis dias do encerramento do prazo para que essas migrações aconteçam, as maiores siglas do país, como PMDB, PSDB e PT estão, por enquanto, com saldo negativo. Ou seja, mais deputados fugiram dessas legendas do que se filiaram a elas. Também no sábado, termina o prazo da desincompatibilização, quando parte dos pré-candidatos precisa deixar seus cargos públicos.

Ao todo, 25 partidos têm representantes na Câmara. Dos 14 ouvidos pela reportagem, ao menos 44 deputados já oficializaram troca. O caso do PMDB é o mais emblemático. Com lideranças expressivas imersas em descrédito ético e moral, o partido até agora já perdeu oficialmente seis deputados federais e ganhou apenas três, mesmo sendo a sigla do presidente Michel Temer. E esse saldo negativo deve aumentar.

O fundo partidário também é decisivo no troca-troca de legendas. Em siglas menores, políticos são atraídos por orçamentos melhores em suas campanhas além da possibilidade de um cargo melhor dentro da estrutura partidária. Os partidos maiores são obrigados a repassar verbas a seus diretórios regionais e fundações.

Com seu ex-presidente senador Aécio Neves (MG) envolvido na delação da JBS, o PSDB já perdeu o suplente Paulo Martins (PR) e deve ter, até sábado, as baixas de Daniel Coelho (PE), que negocia com o PPS, e Elizeu Dionísio (MS), de partida para o PSB. O deputado Pedro Cunha Lima já estava com um pé fora do ninho tucano quando lhe foi ofertada a chance de disputar o cargo de governador da Paraíba. Aos 29 anos e quatro como deputado federal, sua candidatura oferecerá um palanque estratégico ao pré-candidato à Presidência Geraldo Alckmin. Sua permanência evita também a fuga de seu pai, o senador tucano Cássio Cunha Lima.

O PT, que já foi um polo de atração na gestão do ex-presidente Lula, hoje condenado na Lava-Jato, perdeu duas cadeiras na Câmara e ganhou uma.

Enquanto as legendas maiores perderam gente, os menores estão absorvendo os fujões. O DEM começou o mandato com uma bancada de 22 deputados. No início da janela partidária estava com 33. Agora, ganhou sete novos membros e perder um, fechando com saldo positivo de seis. O movimento de atração tem nome e sobrenome: Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara.

O nanico PSL recebeu uma verdadeira “explosão habitacional” em termos proporcionais. O motivo foi a filiação do pré-candidato Jair Bolsonaro, que deixou o PSC no primeiro dia de janela partidária. E levou consigo outros integrantes, quase todos da “bancada da bala”, como o próprio filho, Eduardo Bolsonaro (SP), o Major Olímpio (SP), Delegado Fernando Francischini (PR), Delegado Waldir (GO) e outros, somando o total de dez novos integrantes até agora. E perdeu dois.

O Partido Progressista, que não lançará candidato à Presidência, já recebeu cinco filiações de deputado e perdeu apenas uma. O PR ganhou cinco e perdeu quatro parlamentares federais. O PSD, do ministro Gilberto Kassab, teve oficializada uma baixa e quatro novas adesões. O PSB ficou com saldo negativo, com três perdas e um novo nome. O PDT, que lançará Ciro Gomes, soma mais um deputado. Já o Podemos, de Álvaro Dias, perdeu um nome e ganhou cinco novos. A Rede está com dois a menos, o PPS com menos um e o PCdoB com um a mais. (Fonte: O Globo).

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