História

Morte de Martin Luther King, líder contra o racismo, completa 50 anos

As homenagens a Martin Luther King pela passagem do cinquentenário de sua morte (ele foi assassinado no dia 4 de abril de 1968, na cidade de Memphis, Estados Unidos) estendeu-se por toda a semana. Em diversas partes do mundo lembrou-se a figura do líder antissegregacionista, defensor dos direitos civis e herói da causa da humanidade, que tornou-se um gigante da História.

Como sempre acontece com os reformadores sociais, ele enfrentou perseguições, preconceitos, campanhas de desmoralização, por parte do establishment, depois de “pintado” como figura perigosa a ser evitada pelos “homens de bem”. Assim aconteceu também com Nelson Mandela.

Para as gerações atuais é inimaginável que pudesse ser classificada como democracia uma sociedade como a americana, na qual um contingente de sua população vivia segregada por causa da cor da pele, não podendo frequentar o mesmo ambiente dos brancos, inclusive nos espaços e serviços públicos. Em 1º de dezembro de 1955, em Montgomery, começaria a reviravolta: uma mulher negra, chamada Rosa Parks, seguia viagem, sentada, em um ônibus, quando o motorista exigiu que ela se levantasse para que um homem branco se sentasse em seu lugar – isso era determinado por lei. Parks recusou-se a sair e acabou indo parar na delegacia. Esse feito provocou a revolta da comunidade negra.

Luther King, que já era pastor, passou a liderar manifestações pacíficas contra a prisão de Parks e a encabeçar a luta contra as leis segregacionistas, que terminariam, depois de muitos enfrentamentos e perseguições, na promulgação da Lei de Direitos Civis, que proibiu a discriminação racial nos Estados Unidos, em 2 de julho de 1964.As homenagens a Luther King devem servir para a reflexão da sociedade sobre os entraves que por acaso impeçam sua conformação a um modelo político de igualdade de direitos e de oportunidades para todos os cidadãos, sem esquecer a defesa das lideranças inconformistas, que lideram os processos de transformação e são, eventualmente, perseguidos. (Fonte: O Povo/Agencias).

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