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“Onde Nascem os fortes” estreia hoje e apresenta sertão denso

O sertão entrou no rol de produções globais. Duas Irmãs, Amores Roubados e Velho Chico são exemplos de recentes investimentos da emissora que utilizam os cenários e paisagens como fonte de desenvolvimento das histórias. E ele aparece não apenas como lugar, mas quase como um personagem, da chamada supersérie que estreia na noite de hoje: Onde Nascem Os Fortes. Ambientada em uma cidade nomeada “Sertão” e tendo 2018 como tempo de ocorrência, a produção televisiva mostra a busca de Maria (Alice Wegmann) e Cássia (Patrícia Pillar) após o sumiço de Nonato (Marco Pigossi), irmão de Maria e filho de Cássia.

Julio Cesar Fernandes – especialista em televisão – explica que o uso do sertão como estilo de narrativa e cenário é um recurso “bem-vindo” e, cada vez mais, deve ser explorado. “Afinal, o sertão faz parte do Brasil e tem histórias e personagens a serem explorados de várias maneiras, em vários estilos narrativos diferentes. Não apenas romance, mas também suspense, drama, comédia”, pontua Julio, que também é professor da pós-graduação em Produção Transmídia da Faculdade Cásper Líbero.

Onde Nascem Os Fortes, ele explica, pode acrescentar não apenas por mostrar os aspectos físicos do ambiente, mas colocando o sertão em outro entendimento. “Não apenas a perspectiva do passado e da história, mas com perspectivas de uma produção contemporânea”, acredita Julio Cesar. O ator pernambucano Jesuíta Barbosa, intérprete da Shakira do Sertão na produção que estreia hoje, destaca o deslocamento espacial que beneficia o resultado final. “É um trabalho que o Zé (José Luiz Villamarim, diretor artístico da trama) propõe, de você vivenciar de verdade aquele lugar. Faz parte do processo esse sentimento de pertencimento para que você possa mergulhar no personagem. O sertão é instigante para qualquer pessoa que o conheça”, diz Jesuíta.

A supersérie mostra a paixão entre Maria e Hermano (Gabriel Leone) sendo interrompida após o misterioso sumiço de Nonato. Cássia sai de Recife, onde trabalhava como engenheira química, para morar na cidade fictícia e se engajar na busca pelo filho. A última pista do rapaz é a passagem dele por um bar, onde Nonato teve uma briga com o empresário Pedro Gouveia (Alexandre Nero), que é pai adotivo de Hermano.

“Onde Nascem os Fortes trata de afetos perdidos e de como a busca por alguém pode jogar esses personagens num outro caminho, na busca de suas próprias origens”, explica George Moura, autor da trama ao lado de Sergio Goldenberg, em entrevista. A trama, explica o escritor, é uma narrativa longa – são 53 episódios – mas possui poucos personagens. “Assim temos a chance de aprofundar, para além dos vários conflitos de trama, as contradições dos próprios personagens. E parte dessa história, as mudanças pelas quais os personagens passam no seu curso da trama. É um desafio grande que nos exigiu uma elaboração ainda maior na escrita”, diz.

José Luiz Villamarim, que assina a supersérie, é um dos diretores mais reconhecidos da televisão brasileira. Desde O Rei do Gado (1996) até Avenida Brasil (2012) e as recentes Amores Roubados e O Rebu (ambas de 2014), ele sempre conseguiu engajar multidões nas tramas. George Moura explica que a parceria entre os dois autores e o diretor foi fundamental para a edificação da supersérie. “Estamos em busca de contar uma história que trate do quão fascinante e perigosa pode ser a paixão”, diz o autor. (Informações do jornal O Povo).

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