História

Internado há mais de 30 dias, Padre Vianey morre no Hospital Unimed, em Feira de Santana

Morreu por volta das 18h05 desta sexta-feira (27), o Padre Carlos Vianey, que foi agredido com golpes de facão no último dia 23 de março, por volta das 17h, no Distrito de Maria Quitéria, em Feira de Santana. Ele esteve internado durante todo esse período numa UTI do Hospital UNIMED, nesta cidade. Depois de passar por várias cirurgias o religioso não resistiu e veio a óbito hoje (sexta).

Conforme publicou este site à época, Padre Vianey, de 64 anos, que pertencia à Arquidiocese de Feira de Santana, foi ferido com golpes de facão quando estava em frente à casa em que morava, localizada na Rua da Conceição, distrito de Maria Quitéria, Feira de Santana.

Segundo informações da polícia, o autor dos golpes de facão foi identificado como Raimundo Marcos Vieira Bento (abaixo), de 33 anos, que também era morador do distrito. O padre foi socorrido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado para o Hospital Unimed, em Feira.

O autor da tentativa de homicídio foi detido por policiais militares da guarnição Lobo 6507 da 65ª Companhia Independente de Polícia Militar (65ª CIPM), sob o comando do cabo PM Guadalupe e foi conduzido para o Complexo de Delegacias do bairro Sobradinho, também de Feira de Santana.

Segundo a cabo Guadalupe, o acusado foi preso em flagrante com o facão ainda nas mãos e informou que frequentava a casa do padre. “O padre estava no chão todo cortado, ele estava em estado de choque e ficou repetindo a mesma coisa. A população queria linchá-lo e o prendemos de imediato”, afirmou.

Mais informações do site: Briga com a igreja

Em guerra com a igreja há um bom tempo, o Padre Vianey havia sossegado nos últimos meses. No ano passado, ele fez greve de fome no passeio da Igreja Nossa Senhora da Piedade, que fica anexa ao Hospital Dom Pedro de Alcântara. Ele passava horas todas as tardes, em protesto desde que foram trocadas as fechaduras da Capela.

Padre Vianey foi advertido por conta de denúncias a seu respeito, cuja veracidade teria sido comprovada. No documento, assinado pelo Arcebispo Dom Zanoni Demettino Castro, consta que ele “tem ofendido pessoas, constrangendo fiéis com suas palavras, fazendo comentários indecorosos, impróprios a um sacerdote; que constantemente tem difamado presbíteros, o clero da arquidiocese”. A advertência convida-o a “repensar e refazer a conduta, para o vosso bem e de toda Igreja”.

O padre negou as acusações e alegou que existia uma perseguição contra ele por motivo de inveja. “Jesus Cristo não foi caluniado, difamado pelos judeus e condenado à morte como um bandido, mas ele não foi fiel? Eu morro padre, mesmo que ele me expulse”, disse.

Parentes em Riachão e região

Padre Vianey era filho de um senhor conhecido por Raul Oliveira, morador da região de Belo Alto, no município de Candeal, vizinho a Riachão do Jacuípe. Tanto na região de Malhador quanto na sede deste município ele também tinha parentes próximos, a exemplo de Dona Silvia Oliveira, conhecida por Silvia de Abelardo, que residia na Avenida Landulfo Alves, no centro da cidade. Janete Mascarenhas Oliveira, vice-diretora do CETEP João Campos, também era prima do padre.

O velório do Padre Vianey acontece na Capela do Hospital Dom Pedro de Alcântara e, às 10 horas, o corpo será transladado para a Igreja Matriz da cidade de Tanquinho, onde será celebrada uma missa as 14h. Nesta cidade foram sepultados também os seus pais e seus dois irmãos. (Da redação / Foto da agressão: site Acorda Cidade).

Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Lidas

To Top
%d blogueiros gostam disto: