Política

Eleição: Bolsonaro, Marina, Ciro, Alckmin e Alvaro, os únicos que têm chances

Pesquisa do Instituto MDA, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes, revela que se as eleições presidenciais fossem agora, o primeiro turno terminaria com Jair Bolsonaro na frente, seguido de Marina Silva e Ciro Gomes. Reportagem de Fabio Muralkawa, Raphael Di Cunto e Fernando Exman, edição de ontem do Valor, mostra que a pesquisa se desenrolou em dois estágios: o primeiro incluindo a candidatura de Lula; o segundo sem o ex-presidente no páreo.

O MDA traçou uma comparação entre os números de março e maio. No cenário sem Lula 29% votariam em branco ou anulariam o voto. Os eleitores indecisos somariam 16%. Verifica-se assim que o espaço vazio está predominando junto ao eleitorado. Inclusive nenhum candidato conseguiu chegar ao patamar de 29 pontos.

Jair Bolsonaro lidera com 18,3% seguido de Marina Silva com 11,2 e Ciro Gomes com 9%. Em quarto lugar o ex-governador Geraldo Alckmin com apenas 5,3% das intenções de voto. Comparando-se os números de hoje com os de março, verifica-se serem poucas as alterações. Menos as de Geraldo Alckmin que na comparação cai de 9,6 para 5,3%.

Assim, o segundo turno reuniria Bolsonaro contra Marina Silva ou Ciro Gomes. Impressiona a soma dos que desejam votar hoje em branco ou anular com o índice de indecisos, no cenário sem Lula. Esses dois números somados alcançam 45% ou seja quase a metade do número de votantes. Existe assim um amplo cenário vazio a ser disputado. Se Lula fosse candidato, o percentual dos que votariam em branco ou anulariam cairia para 18% enquanto os indecisos desceriam para 8,7%.

SEM CHANCE – Apesar do cenário que não desperta entusiasmo, é possível perceber que os demais pré-candidatos não têm possibilidade alguma, uma vez que seus percentuais oscilam entre 1 a 2%. Portanto, a meu ver, não vão decolar. Somente o senador Álvaro Dias alcança 3% e ainda tem chance.

Em matéria de rejeição, assinala o MDA, o presidente Michel Temer aparece com 87,8%. Se ele apoiar alguém, o seu candidato sofrerá um efeito negativo. Por falar em efeito negativo, o ex-ministro Henrique Meirelles aparece somente com 0,5% das intenções de votos. Abaixo dele, para citar um exemplo isolado aparece Rodrigo Maia com 0,2%.

Se Lula pudesse ser candidato, registraria 32,4 pontos. Entretanto, sua rejeição atinge 51% dos eleitores e eleitoras. Se ele não disputar, os candidatos Marina Silva e Ciro Gomes estão se mobilizando para obter o apoio  das correntes petistas.

SEM CHANCES – Fora daí não existe, na minha opinião qualquer outro nome capaz de figurar entre os que lideram hoje os números do MDA-CNT. Por enquanto, é isso.

É verdade que o horário eleitoral da televisão ainda não começou. Quando começar, dia 31 de agosto, poderá surgir uma imagem mais nítida focalizando a estrada que vai das urnas ao Palácio do Planalto. (Pedro do Coutto  Tribuna da Internet).

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