História

Morte do escritor Monteiro Lobato completa 70 anos

Há 70 anos morria Monteiro Lobato, autor de mais de 60 obras, considerado um dos primeiros e mais importantes autores de literatura infantil do Brasil. O escritor, jornalista, editor e empresário nascido em Taubaté, São Paulo, é especialmente lembrado hoje em dia pelo teor educativo de suas obras.

Monteiro Lobato morreu em 4 de julho de 1948, aos 66 anos, em decorrência de um segundo espasmo cerebral. O corpo do escritor foi velado na Biblioteca Municipal de São Paulo.

Os livros dedicados às crianças representavam cerca de metade dos trabalhos do autor pré-modernista. Entre os trabalhos adultos Urupês tem um de seus mais memoráveis personagens: Jeca Tatu, o típico caipira brasileiro.

Narizinho arrebitado marca a primeira das numerosas publicações que giram em torno do Sítio do Picapau Amarelo. O universo do Sítio do Picapau Amarelo, anos mais tarde, foi expandido para a tevê e se transformou em fenômeno de audiência. Ao todo, cinco versões foram feitas das histórias de Pedrinho, Narizinho e da boneca Emília.

Polêmicas 

Monteiro Lobato foi crítico ferrenho do movimento modernista. Numa resenha, atacou diretamente o trabalho de Anita Malfatti, alegando que os quadros da pintora representavam risco para arte brasileira.

Recorrentemente acusado de racismo, Lobato chegou a ser tema do estudo Monteiro Lobato e o politicamente correto, que indica a proximidade dele com movimentos eugênicos e revela a vontade do autor de que fosse feita uma Ku Klux Klan no Brasil.

Em Reinações de Narizinho, da série Sítio do Picapau Amarelo, a personagem negra Tia Nastácia é chamada de “negra de estimação”. Alguns estudiosos pediram que a obra de Monteiro não estivesse mais em bibliotecas das escolas brasileiras.

Principais livros infantis

Reinações de Narizinho (1931)

Caçadas de Pedrinho (1933)

Emília no País da Gramática (1934)

Memórias da Emília (1936)

Os doze trabalhos de Hércules (1944)

Principais livros adultos

Urupês (1918)

Cidades mortas (1919)

Negrinha (1920)

O escândalo do petróleo (1936)

O espanto das gentes (1941)

(Fonte: Correio Braziliense/ foto: Reprodução/Internet)

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