Eleições 2018

Rapidinhas: Centrão é ‘cacumbu’; PSB se reúne em BH; Janaina vice do Bolso; Romário lidera no Rio

Nas ‘Rapidinhas’ de hoje, as articulações que tiraram o centrão de Ciro Gomes e o dedo de Michel Temer que pode fazer a aliança virar ‘cacumbu’ nas mãos de Geraldo Alckmin (PSDB); na próxima segunda-feira (23), a cúpula do PSB se reúne em Belo Horizonte (MG) e poderá anunciar o vice e uma aliança com o PDT; neste domingo, a advogada Janaína Pascoal poderá ser oficializada como vice de Jair Bolsonaro (PSL); João Dória e o ex-jogador Romário lideram pesquisas para os governos de São Paulo e Rio de Janeiro. Em Pernambuco, resultados de pesquisas de momento já sinalizam que a disputa será acirradíssima entre os três principais candidatos ao governo do estado; em Minas Gerais, o senador Aécio Neves rompe o silêncio e revela a amigos que disputará a Câmara do Deputados na eleição deste ano. Confira essas e outras nas notas abaixo:

Pressão do Planalto fez ‘Centrão’ optar por Alckmin  

Na contramão da decisão fechada pelo Centrão de fechar apoio a Geraldo Alckmin (PSDB), o presidente da Câmara,

Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os presidentes do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), queriam chancelar um acordo em torno do pré-candidato do PDT, Ciro Gomes.

Eles alegavam que o tucano não decolaria nas pesquisas de intenção de voto e que nem mesmo chegaria ao segundo turno das eleições. A reportagem apurou, porém, que o Palácio do Planalto fez forte pressão para que o bloco não se unisse a Ciro. O pedetista chamou o presidente Michel Temer de “quadrilheiro” e “ladrão” e disse que ele seria preso.

O governo ameaçou tirar cargos de quem se unisse a Ciro, principalmente do PP, que comanda os ministérios da Saúde, Cidades e Agricultura – com orçamentos que somam R$ 153 5 bilhões -, além de ter o comando da Caixa.

Alckmin com maior tempo de TV

Depois de uma fase ruim, com perda de forças na queda de braço com Ciro Gomes (PDT) pelo apoio de partidos de centro, nesta quinta-feira (19) foi um bom dia para o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), com a confirmação do apoio do PTB à candidatura dele. Um mês atrás, o nome do tucano era citado em notícias não tão positivas.

Agora, a aposta dos tucanos é de que o jogo comece a virar. A aliança com a legenda presidida por Roberto Jefferson, que acrescenta um minuto de tempo de televisão aos 2,5 minutos a que o PSDB tem direito, será oficializada em 28 de julho, na convenção do partido de Alckmin.

Com o apoio do centrão (PP, DEM, PR, SD e PRB), fechado na última quinta-feira (19), mais o apoio do PSD, fechado na semana passada, além de PPS, PSC, PSDC e PV, o tempo de Alckmin será superior a 40% do total destinado aos partidos para a propaganda do rádio e televisão.

Para isolar Ciro, PT sugere vice ao PCdoB

Sob ameaça de ficar isolado na disputa presidencial, o PT acenou com a possibilidade de ter Manuela D’Ávila, pré-candidata do PCdoB à Presidência, como vice. A hipótese foi discutida, na quinta-feira (19), em reunião entre as presidentes do PT, senadora Gleisi Hoffmann, e do PCdoB, Luciana Santos, em São Paulo. Gleisi disse ainda que conversa com o PSB.

“Temos muita simpatia por este arranjo de ter Manuela na vice. Obviamente, isso não é decisão que se tome neste momento. Depende de uma discussão interna do PCdoB e também das discussões que o PT tem internamente e com outros partidos”, disse Gleisi, ao fim da reunião. “Nós estamos conversando com o PSB e tínhamos também conversa com o PR. Não terminaram as tratativas, mas nossas prioridades são o PSB e o PCdoB”, afirmou

A presidente do PCdoB, que por seu lado mantém negociações com o presidenciável do PDT, Ciro Gomes, também demonstrou interesse na possibilidade de Manuela ser vice, mas afirmou que a reunião não foi conclusiva. “Isso é algo que a gente escuta e vê com bons olhos. Mas, enquanto essas coisas não se derem, mantemos a candidatura de Manuela. Nada foi definitivo”, disse Luciana.

PDT deve oferecer vaga de vice ao PSB

O vice-presidente do PDT, André Figueiredo, disse nesta sexta-feira (20), que o partido deve oferecer ao PSB a vaga de vice na campanha de Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência, como forma de tentar garantir a aliança com os socialistas. “Sem o Centrão, facilita a negociação com o PSB em torno do vice (O PSB), seria o vice ideal”, explicou. Ele descartou qualquer chance de o partido conseguir apoio do Solidariedade para a campanha de Ciro Gomes.

Depois de a campanha ver o acordo com o Centrão minguar, alguns dirigentes da legenda ainda estavam otimistas sobre a chance de atrair o partido de Paulinho da Força (SD). Figueiredo afirmou ao Estadão, no entanto, que este acordo é improvável.

O acordo com o PSB é agora um dos principais caminhos para o partido não ficar isolado na campanha presidencial. Outra frente de negociação está sendo travada junto ao PCdoB, que também mantém conversas com o PT.

Cúpula do PSB se reúne em BH e pode anunciar coligação

Sem apoio do centrão, o futuro da candidatura do ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República vai ser decidido em Belo Horizonte, na próxima segunda-feira, em uma reunião do PSB. Lideranças do partido de várias regiões do país vão deliberar se a legenda vai compor a chapa do pedetista. A expectativa é que nesse encontro também seja batido o martelo sobre a indicação do nome do ex-prefeito da capital mineira Marcio Lacerda para vice na chapa do presidenciável.

O presidente nacional, Carlos Siqueira, e outros nomes de peso da legenda, vão desembarcar em Belo Horizonte e, segundo interlocutores, já querem sair do encontro com os rumos do partido definidos. A ideia é decidir de vez se vão caminhar com Ciro e definir se haverá ou não liberação dos estados para apoiarem quem quiserem ao Planalto. Esse ponto interessa, por exemplo, a membros do PSB de Pernambuco, que querem se unir aos petistas.

Dupla ‘revolucionaria o País’, diz Janaína

A advogada Janaína Paschoal, professora de Direito da USP, será anunciada como candidata a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, do PSL. Eles se falaram por telefone nesta quinta-feira e se encontrarão neste sábado,no Rio de Janeiro, para conversarem pessoalmente

Este será o primeiro encontro entre Bolsonaro e a advogada, que elaborou o parecer do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. O nome de Janaina como vice será oficialmente anunciado na Convenção Nacional do Partido, na manhã deste domingo (22).

“O meu sentimento é que ela está com vontade de ajudar a transformar o Brasil. Estamos ‘namorando’ por telefone. Ela deu sinal verde. E deve vir ao Rio este sábado. Provavelmente, no domingo estará na convenção. Pode acontecer de anunciar lá. Vai ser a dupla Ja-Já”, declarou o presidenciável Jair Bolsonaro, na tarde desta sexta-feira.

PMN rejeita candidatura de Valéria Monteiro

O PMN rejeitou em convenção nacional neste sábado (21) o nome da jornalista e ex-apresentadora TV Globo, Valéria Monteiro, como candidata à Presidência. A executiva do partido já havia vetado o nome de Valéria, mas a ex-apresentadora do Jornal Nacional recorreu da decisão na Justiça e conseguiu assegurar a manutenção da pré-candidatura até a convenção.

Antes da votação que rejeitou o seu nome, Valéria Monteiro pediu para falar e o presidente da legenda, Antônio Carlos Massarollo, negou, alegando que ela não era convencionada. Valéria reagiu e Massarollo pediu à segurança para retirá-la do evento. “Vai definir tudo na canetada, presidente?”, questionou a jornalista.

Ela afirmou que deve entrar com uma ação para anular a convenção, que, segundo ela, “foi a demonstração de como o processo eleitoral brasileiro é fraudulento”.

Dória na frente em São Paulo

Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado na quinta-feira (19), mostra o ex-prefeito João Doria (PSDB) na liderança da preferência dos eleitores para o pleito de governador de São Paulo. No primeiro cenário, o tucano aparece com 31,1% das intenções de voto, seguido pelo ex-presidente da Fiesp Paulo Skaf (MDB), com 21,1%.

Em terceiro lugar, aparece o atual governador do Estado, Márcio França (PSB), com 7,9%. Em seguida, vêm Luiz Marinho (PT), com 5% das intenções; professora Lisete Arelaro (Psol), com 2,7%; Rogerio Chequer (Novo), com 1,4%; e Rodrigo Tavares (PRTB) com 1,3%.

Segundo a pesquisa, 21,5% disseram não votar em ‘nenhum’ dos candidatos e 7,4% ‘não sabe’. No segundo cenário, Dória aparece com 32,6% das intenções de votos, contra 22,6% do emedebista. O governador Márcio França é o terceiro, com 8,6%; Luiz Marinho (PT), tem 5,9%. Votam em ‘nenhum’ 22% dos entrevistados e 7,4% ‘não sabe’.

Senado dominado pelos ‘Suplicy’ em SP

O Instituto Paraná Pesquisas também simulou a corrida entre os candidatos paulistas para o Senado Federal. O atual vereador Eduardo Suplicy lidera com 36,7%, seguido por Marta Suplicy (MDB), com 20,9%, Mario Covas Neto (Podemos), com 14,5%, e Major Olímpio (PSL), com 13%.

Para a realização da pesquisa, foram entrevistadas 2 mil pessoas dos dias 12 a 17 de julho em 84 municípios de São Paulo. O nível de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º SP-05341/2018.

Tudo empatado em Pernambuco

Na segunda pesquisa sobre a corrida eleitoral deste ano em Pernambuco, realizada pela Datamétrica, entre os dias 11 e 12 de julho, observa-se pouca mudança em comparação à primeira, feita entre 8 e 9 de junho. Paulo Câmara (PSB) na liderança, seguido de Marília Arraes (PT) e de Armando Monteiro (PTB). Estatisticamente, entretanto, os três continuam num empate técnico. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

A intenção de voto espontânea apresenta Paulo Câmara com 13%, Marília Arraes com 11% e Armando Monteiro com 6%. Os demais candidatos obtiveram menos de 1% cada um. Os indecisos cresceram de 39% para 53% e os que votariam branco ou nulo caíram de 28% para 14%.

A intenção de voto estimulada, repete a ordem dos candidatos da espontânea, 25% (Paulo Câmara), 21% (Marília Arraes) e 17% (Armando Monteiro) confirmam a liderança do governador, ainda que estejam todos empatados dentro da margem de erro.

Romário lidera disputa no Rio

O senador Romário Faria (Podemos) lidera todos os cenários de intenção de voto para governador do Rio de Janeiro, segundo levantamento divulgado nesta sexta (20) pelo Instituto Paraná Pesquisas. O ex-atacante da seleção brasileira pontua entre 24,3% e 28,5%, na preferência do eleitor fluminense.

Romário é seguido a uma distância de mais de nove pontos percentuais pelo ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), que pontua entre 15,1% e 18,7%. Na tarde desta sexta, Romário agradeceu à população do Rio pela confiança.

No primeiro cenário para o governo, Romário lidera com 24,3%, seguido de Eduardo Paes, com 15,1% e pelo ex-governador Anthony Garotinho (PRP), com 13,5% da preferência do eleitorado consultado. Índio da Costa (PSD) pontuou 7,2%; Tarcísio Motta (PSOL), 3,8%; Pedro Fernandes (PDT), 2,7%; Márcia Tiburi (PT), 2,1%; Marcelo Trindade (Novo), 2%; Juiz Wilson Witzel (PSC) 1,8%; Marcelo Delaroli (PR), 1%; Rubem Cesar Fernandes (PPS), 0,9%; e Leonardo Giordano (PCdoB), 0,6%. Foram 21,3% os eleitores que não optaram por nenhum dos pré-candidatos. E 3,7% os que não souberam responder.

Aécio será candidato a deputado federal

Em reunião com amigos próximos e aliados na tarde de quinta-feira (19), em um sítio da família na cidade de São João del Rei, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) anunciou que não concorrerá à reeleição no Senado e disputará uma vaga na Câmara Federal nas eleições deste ano.

Aécio marcou o encontro após ser questionado e pressionado por estes interlocutores próximos. Antes principal nome do PSDB mineiro, o tucano viu sua popularidade ser minada depois de ser gravado em conversas pouco republicanas com o empresário Joesley Batista.

A ideia do tucano é se eleger deputado federal e, em fevereiro de 2019, disputar a presidência da Câmara. Aliados, no entanto, duvidam que ele ainda consiga essa mobilização relevante.

 Adversário de Renan Filho surgindo em AL

O nome do vereador de Maceió e ex-campeão mundial de kickboxing Eduardo Canuto é a opção do PSDB que ainda será oferecida oficialmente para os partidos de oposição como pré-candidato a governador de Alagoas. A alternativa tucana contra a reeleição do governador Renan Filho (MDB) já obtém o apoio do pré-candidato a senador e deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB).

Já escalado para a luta contra a reeleição do senador Renan Calheiros (MDB-AL), Rodrigo Cunha exalta o histórico de serviços prestados do colega tucano Eduardo Canuto, em sua trajetória que passou pela Secretaria de Esportes de Alagoas, antes do atual quarto mandato na Câmara de Maceió.

(Da redação, com informações do Estadão, Correio Braziliense, Estado de Minas, O Tempo, O Povo, Diário de Pernambuco, Tribuna da Internet, O Globo e Diário do Poder).

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