Eleições 2018

DataPoder: Bolsonaro lidera com 20%, mas tem 65% de rejeição; Ciro é o segundo com 13%

Pesquisa DataPoder360 realizada nos últimos dias de julho indica que Jair Bolsonaro (PSL) segue líder na corrida pelo Planalto num cenário em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é apresentado como candidato. O capitão do Exército na reserva tem 20% das intenções de voto, mas enfrenta uma rejeição de 65%. No mês passado, Bolsonaro tinha 21%. Sua variação foi dentro da margem de erro do levantamento.

O principal adversário de Bolsonaro neste momento (da centro direita) é Geraldo Alckmin (PSDB), pois ambos disputam o eleitorado do centro para a direita. Desde maio o tucano agregou 1 ponto percentual por mês à sua taxa de intenção de voto. Tinha 7% em maio. Passou a 8% em junho. Em julho, foi a 9%.

Nesta sondagem estimulada, Ciro Gomes (PDT) aparece em segundo lugar com 13%, a mesma do último levantamento, Alckmin tem 9%, Marina (Rede) aparece com 6%, Haddad (PT) tem 6% e Álvaro Dias (Podemos) tem 4%.

São mudanças percentuais dentro da margem de erro da pesquisa, mas que indicam uma possível – embora ainda incerta – tendência de crescimento do tucano. Alckmin também tem 1 problema semelhante ao de Bolsonaro: 62% rejeitam o candidato do PSDB.

No mais, esta rodada do DataPoder360 continua a indicar uma alta taxa de “não voto”, com 43% dos pesquisados dizendo que vão escolher branco, nulo, nenhum candidato ou que ainda estão indecisos.

O levantamento realizou 3.000 entrevistas por meio de telefones fixos e celulares de 25 a 28 de julho. Foram atingidas 182 cidades em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O registro do estudo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-09828/2018.

Cenários e avaliações

Há uma grande estabilidade no cenário da sucessão presidencial. Nesta rodada, o DataPoder360 testou apenas 1 cenário de candidatos (com 6 nomes). Não foram testados cenários de 2º turno:

Em maio de 2018, o DataPoder360 já estava programado para pesquisar quando eclodiu o movimento de paralisação de caminhoneiros em todo o país. Jair Bolsonaro foi beneficiado. Ele sempre tinha perto de 20% e foi a 25% em maio. Agora, aparentemente voltou para o seu patamar tradicional no eleitorado.

Já no caso de Geraldo Alckmin, a pesquisa atual foi realizada no momento em que o tucano experimentou sua maior exposição espontânea e positiva na mídia em geral –após formar uma mega coalizão com o grupo de partidos autodenominado Centrão. A maioria das análises nos meios de comunicação foi no sentido de dizer que o tucano passou a ser mais competitivo.

Não há ainda como afirmar, com segurança, se existe mesmo uma tendência de crescimento sustentável do candidato do PSDB –o que será possível aferir no final de agosto.

A prioridade desta pesquisa foi testar o potencial de voto, a taxa de rejeição, a certeza do voto e o grau de conhecimento que o eleitorado tem de cada candidato. É o cruzamento desses 4 dados que permite, de alguma forma, identificar tendências do que poderá se passar nas próximas semanas até o 1º turno em 7 de outubro.

Primeiro, vale a pena observar os quadros gerais:

Como se observa sobre potencial de votos dos candidatos a presidente, todos têm rejeição acima de 50%. Cada empresa testa a rejeição dos políticos com uma metodologia específica. No caso do DataPoder360, optou-se por fazer perguntas separadamente para cada 1 dos nomes na corrida presidencial.

O enunciado da pergunta foi este: “Você diria que votaria com certeza, poderia votar, ou não votaria de jeito nenhum em [nome do candidato]?

Chama a atenção a taxa de rejeição de Jair Bolsonaro (PSL), que puxa a fila com 65%. Mas Geraldo Alckmin (PSD) vem logo a seguir, com 62% (empatado na margem de erro com Bolsonaro). Depois, bem próximos, estão Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede), ambos com 60%. Os petistas Haddad e Wagner têm 57% e 55% de taxa de rejeição, respectivamente.

Isso tudo significa que dificilmente algum político –salvo numa mudança enorme do cenário– possa vencer já no 1º turno. A Constituição brasileira determina que só ganha no 1º turno o candidato que conseguir, pelo menos, 50% mais 1 dos votos válidos.

Voto mais certo

O eleitor em geral tem muita incerteza (só 49% dizem já ter decidido com certeza em quem votar), mas os bolsonaristas se comportam de maneira diferente. Entre os que votam no candidato do PSL, 76% dizem que não mudam mais de opinião até o dia da eleição.

É claro que essa é uma “fotografia” do momento da pesquisa. O cenário pode se alterar. Mas é melhor ter esse tipo de voto mais cristalizado agora do que não ter. O 2º candidato com mais eleitores definidos é Ciro Gomes, com 65% dizendo que votam no nome do PDT com certeza.

Todos os demais candidatos ficam perto de 50% (nível de voto com certeza) ou abaixo.

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