Eleições 2018

Proposta de Ciro para tirar nomes do SPC pode incluir pequenas e médias empresas

A proposta em estudo pelo candidato Ciro Gomes (PDT) para reduzir o endividamento da população e retirar nomes de cadastros de inadimplentes como o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) pode incluir também pequenas e médias empresas, afirmou nesta quarta-feira (15), um dos coordenadores da campanha de Ciro, o economista Nelson Marconi.

“O que estamos começando a estudar é se a gente conseguiria fazer isso para pequena e média empresa também”, disse Marconi, após debate com outros economistas de candidatos organizado pela

Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), em São Paulo. Segundo Marconi, o próximo passo é fazer um levantamento minucioso do tamanho da dívida das PMEs, que é superior ao do volume de dívida a ser renegociado das pessoas físicas, em torno de R$ 265 bilhões. “É preciso avaliar o volume envolvido. Estamos estudando se existem condições, não dá para dizer que vamos fazer”, disse.

No caso das pessoas físicas, o próprio Ciro Gomes disse na terça-feira (14) que só serão avaliadas dívidas feitas até 20 de julho deste ano, para evitar que pessoas se endividem esperando renegociação. Segundo Marconi, a intenção é estimular o devedor a ir ao banco renegociar a dívida, obtendo um desconto para refinancia-la em condições mais vantajosas ou mesmo quita-la.

Marconi disse que o governo poderia liberar parte dos depósitos compulsórios dos bancos (depósitos obrigatórios feitos pelos bancos no Banco Central para regular o sistema) especialmente para abrir espaço para essa renegociação. E o Banco do Brasil poderia entrar como agente garantidor da operação, disse.

“Isso ainda está sendo desenhado. Mas é algo nessa linha, não é usar dinheiro do Tesouro”, disse Marconi. As propostas estão com a coordenação da campanha e ainda não têm data para serem anunciadas.

Programas de governo

Além do plano de reduzir endividamento, Nelson Marconi, coordenador da campanha de Ciro, falou também do projeto de fortes investimentos em infraestrutura e da necessidade de queda dos gastos do governo com juros. “Mas é bom que fique claro que não passa pela nossa cabeça dar calote na dívida”, disse Marconi. (Fonte; Terra).

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