Eleições 2018

Na TV Globo, Bonner e Renata funcionam como “inquisidores” e não entrevistadores; vergonha!

Assisti agora há pouco a uma suposta “entrevista” do candidato Ciro Gomes (PDT) aos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcelos, no Jornal Nacional. Pensei que seria possível conhecer o pensamento do presidenciável sobre os principais problemas nacionais – dívida pública, desindustrialização, aumento da desigualdade social, desemprego, retomada do desenvolvimento, melhorias na educação e na saúde etc. No entanto, o que assisti não foi uma entrevista, mas uma verdadeira cena de inquisição. O objetivo claro era criar “pegadinhas” para destruir o candidato, nenhuma pergunta era dirigida sobre o programa de governo.

Ciro Gomes ainda tentou manter o humor. Ouvia impassível as impertinentes perguntas de Bonner e Renata, que eram chatíssimas e intermináveis. Notava-se, claramente, que as perguntas já induziam respostas negativas para o candidato do PDT, foi uma aula de antijornalismo, com toda certeza.

ARROGÂNCIA – E ninguém deve concluir que os apresentadores, ao procederem como inquisidores ou interrogadores, estivessem pretendendo prejudicar especificamente Ciro Gomes para fortalecer outro candidato.

Nada disso. Bonner e Renata vão se comportar da mesma forma (deselegante, mal educada e grosseira) com relação aos outros candidatos (Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin e Marina Silva).  E assim agem porque são presunçosos, pedantes, pretensiosos e prepotentes, já que assumem prazerosamente o “figurino global” que a genialidade de Chico Anysio desmoralizou ao criar o personagem Bozó.

Essas cenas explícitas de mau jornalismo, arrogância e falta de ética não são novidades na TV Globo. Pelo contrário, trata-se de uma irritante rotina. Toda eleição é a mesma coisa, com os apresentadores-inquisidores-interrogadores querendo aparecer mais do que os entrevistados.

P.S. 1 – Bonner levou um tempo enorme para montar uma pergunta/resposta e dizer que Carlos Lupi, presidente do PDT, era réu em Brasília. A gente logo pensa que se trata de gravíssimo ato de corrupção, mas na verdade o ex-ministro do Trabalho responde a processo porque teria viajado em um avião fretado por uma entidade sem fins lucrativos (Centro de Estudos e Promoção Social), que teria convênios com o ministério que ele comandava. Traduzindo: Lupi está sendo processado porque aceitou uma carona de avião. Como dizia o inesquecível Bussunda: “Fala sério!”.

P.S. 2 – Esta terça-feira, no Jornal Nacional,  é dia de malhar mais um judas, chamado Jair Bolsonaro. Na estréia das entrevistas, Ciro Gomes se conteve e tentou levar na brincadeira os inquisidores. Vamos ver como Bolsonaro se comporta hoje. Ele é capaz de se levantar e ir embora no meio do programa. Se eu fosse seu marqueteiro, mandava que fizesse isso, porque iria ganhar muito voto. (Por Carlos Newton/ Tribuna da Internet).

Comentário do site: oportuna e excelente a matéria de Carlos Newton, mas o jornalista poupou as intenções da dupla do jornal. Não acredito que eles terão o comportamento agressivo em relação a todos os candidatos. Ciro, para eles e o grande capital, é o inimigo a ser batido, pelas suas ideias em beneficio dos mais pobres e pela firmeza dos seus pensamentos. O que se viu no Jornal Nacional está longe de ser jornalismo. Uma vergonha! Nenhuma pergunta sobre saúde, educação ou emprego, assuntos que interessam à população. Apenas picuinhas que nada somam ao País. Além disso, interrompiam o candidato a todo momento, certamente para que ele não pudesse expor as suas ideias. Ainda assim, Ciro deu uma aula nos dois. Inclusive de educação. Triste o pais em que a maior rede de TV não permite que um candidato apresente as suas propostas quando é chamado.

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