Eleições 2018

Facebook: Já soma mais de 2,3 milhões de integrantes ‘Mulheres unidas contra Bolsonaro’

Líder das intenções de voto nas eleições deste ano, Jair Messias Bolsonaro (PSL) também está na ponta entre os candidatos mais rejeitados pelo eleitorado brasileiro. No Facebook, grupos contra Bolsonaro se multiplicaram nos últimos dias. O maior deles, intitulado como “Mulheres unidas contra Bolsonaro”, criado há pouco mais de uma semana, já soma a participação de mais de 2,3 milhões de membros.

Na descrição, é explicado que o grupo é “contra o avanço e fortalecimento do machismo, misoginia e outros tipos de preconceitos”. Preferindo resguardar a identidade, duas membros deste grupo explicaram ao O POVO Online suas motivações para aderir ao movimento. Uma delas mora em Curitiba, no Paraná, e afirma que não compactua com “as asneiras que Bolsonaro prega”. “Jamais gostaria de ter alguém como ele à frente do meu País”, diz a jovem de 25 anos.

Ela informa que as integrantes são estimuladas a se posicionar politicamente, expondo seus pontos de vista. “Não tem nenhum partido por trás. Perguntam se indicamos outros candidatos, daí questionamos sobre eles. Mas em tudo prol de nos unirmos a votar em alguém que não seja Bolsonaro”, destaca.

De Imperatriz, no Maranhão, uma outra integrante, de 23 anos, declara que entrou no grupo com “o intuito de conhecer mais mulheres que”, assim como ela, “são totalmente contra o candidato”. “Queremos mostrar que temos voz”, manifesta.

Questionada se o movimento pretende permanecer apenas nas redes sociais, a curitibana diz que já existem encontros marcados, pessoalmente. Em rápida pesquisa na rede social, diversos eventos estão marcados para os próximos dias em variadas cidades do Brasil, inclusive Fortaleza.

Marcado para o dia 29 de setembro, na Praia dos Crushs (Praia de Iracema), o evento tem mais de 3.200 pessoas confirmadas e 7.600 interessadas. “Vamos confirmar presença e convidar todas as mulheres alinhadas com a nossa causa para somar nessa luta. Não somos uma fraquejada”, enfatiza a descrição sobre antigas declarações do presidenciável.

Curiosidade

O segundo maior grupo com a mesma denominação “Mulheres unidas contra Bolsonaro” carrega um acréscimo: “Reserva”. Com 40 mil membros, curiosamente ele aparece com um homem como administrador. Na descrição da comunidade, é dado o alerta de que é permitida a entrada tanto de homens quanto de mulheres.

“Reservado para discutir sobre política e sobre opiniões do candidato Bolsonaro, não permitindo discurso de ódio, briga e desentendimento”, complementa.

Rejeição

De acordo com os principais institutos de pesquisa do País, o deputado federal Jair Bolsonaro apresenta elevada reprovação entre mulheres. Na semana posterior ao ataque sofrido a golpe de faca enquanto o presidenciável realizava ato de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais, na última quinta-feira, 6, novas consultas eleitorais foram publicadas.

Nas pesquisas realizadas pelo Datafolha e pelo Ibope, Bolsonaro aparece em ambas com 26% das intenções de voto, o dobro do segundo candidato Ciro Gomes (PDT), que surge com 13%.

Se a aprovação de Bolsonaro é positiva, por outro lado, sua rejeição também o afasta dos demais postulantes na corrida ao Palácio do Planalto. No Datafolha, ele apresenta desaprovação de 44% e aparece no Ibope com 41% de rejeição. Marina Silva (Rede) é a segunda com maior recusa: 30% no Datafolha e 24% no Ibope.

Esmiuçando o índice, verifica-se que público feminino, jovem (entre 16 a 24 anos), de maior escolaridade e entre os mais pobres são os que mais desaprovam a candidatura do deputado federal.

 

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