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César Mata Pires, da OAS, se entrega à Policia Federal em Curitiba

Alvo da 56ª fase da Lava-Jato , o empresário César Mata Pires Filho, dono da OAS, entregou-se na sede da Polícia Federal , em Curitiba, na noite deste domingo. A operação foi deflagrada na sexta-feira, mas Mata Pires Filho não foi detido porque estava nos Estados Unidos. A juíza responsável pela operação, Gabriela Hardt, decretou prisão temporária do empresário, que tem duração até esta próxima terça-feira. A ordem de prisão, porém, pode ser prorrogado por mais cinco dias ou transformada em preventiva, ou seja, sem data para terminar.

A força-tarefa do Ministério Público Federal do Paraná afirma que Mata Pires Filho teve envolvimento direto com crimes e pagamentos de R$ 68 milhões de propina envolvendo a construção da sede da Petrobras em Salvador, a Torre Pituba. Na época, César Mata Pires Filho era vice-presidente da OAS.

ILICITUDES – “Foram colhidos elementos indicativos do envolvimento direto de César de Araújo Mata Pires Filho, então vice-presidente da empreiteira OAS, nas ilicitudes verificadas na construção da Torre Pituba, como restou evidenciado por sua atuação destacada na obtenção do aditivo contratual com a SPE Edificações Itaigara, que garantia não apenas maior volume de ganhos para a empreiteira, mas, de consequência, também o repasse ainda maior de recursos ilícitos ao Partido dos Trabalhadores, dirigentes da Petros e demais envolvidos”, escreveu a juíza Gabriela Hardt na autorização do pedido de prisão.

Mata Pires Filho fez parte do grupo de executivos que tentou fazer acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) quando Rodrigo Janot ainda era o chefe do órgão, em 2017. No entanto, foram assinados apenas acordos com os funcionários que integravam a área de pagamento de propina e caixa dois da OAS. Essas delações embasaram a deflagração da 56ª fase da Lava-Jato.

O empresário é filho do fundador da OAS, César Mata Pires, que morreu em 2017 vítima de um ataque cardíaco. O ex-presidente e sócio minoritário da empreiteira, Léo Pinheiro, também está preso em Curitiba e tenta fechar acordo de delação premiada com a PGR. (Bela Megale / O Globo).

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