Política

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Queiroz reaparece, dá entrevista ao SBT e se enrola cada vez mais

O ex-policial militar Fabrício Queiroz, ex-motorista do gabinete do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSC-RJ), disse na noite desta quarta-feira (26), em entrevista ao SBT, que ganhava dinheiro com revenda de carros. Investigado pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelar movimentações atípicas no valor de R$ 1,2 milhão, porém, ele preferiu não explicar por qual motivo sua conta recebeu recursos dele próprio, de sua mulher e de sua filha.

Flavio Bolsonaro, essessor está cada vez mais enrolado

As duas, assim como ele, foram assessoras do clã Bolsonaro. Queiroz afirmou que “o mérito desse dinheiro” ele quer “explicar para o Ministério Público”.

Belo salário

Fabrício Bolsonaro diz recebia cerca de R$ 23 mil a R$ 24 mil por mês. O valor soma seus rendimentos como assessor e o restante como subtenente da Polícia Militar.

Fabricio Queiroz concedeu entrevista ao SBT

“Eu sou um cara de negócios, eu faço dinheiro, compro, revendo, compro, revendo, compro carro, revendo carro, sempre fui assim, gosto muito de comprar carro de seguradora, na minha época lá atrás, compra um carrinho, mandava arrumar, revendia, tenho uma segurança”, declarou Fabrício Queiroz.

Nota do Blog Tribuna da Internet

Esta entrevista ao SBT foi um gravíssimo erro, especialmente porque Jair Bolsonaro é amigo de Silvio Santos e até já levou a mulher e a filha para conhecer o empresário-apresentador e almoçar na mansão dele. Silvio Santos, aliás tem o dom de ser amigo de qualquer presidente, não importa quem seja. Quanto ao ex-assessor Queiroz, desse jeito é melhor ficar calado ou sumir de vez, porque está ficando cada vez mais enrolado. Se jogar uma conversa fiada desse tipo em cima da Polícia Federal e do Ministério Público, vai ter de explicar para quem vendeu os carros e por que não declarou à Receita. Como se sabe, o importante mesmo é explicar suas movimentações atípicas e o cheque para a primeira-dama, e isso ele não conseguirá nunca. É melhor ficar doente, igual ao Maluf e ao Picciani, para não sumir de vez. Mais cedo ou mais tarde, a força-tarefa vai localizá-lo. É só uma questão de tempo. (C.N.)

Ricardo Corrêa/ O Tempo

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